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Município de Alta Floresta já registrou 19 incêndios florestais no mês de agosto
Índice de incêndios em Alta Floresta é menor em comparação a outras regiões do Estado
13:23   23 de Agosto, 2019
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Edemar Luiz Savariz
Mato Grosso do Norte

Mato Grosso registrou em 2019, de janeiro a agosto, mais de 13 mil focos de calor, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais- INPE. É 87% a mais do que no mesmo período do ano anterior e 205% a mais se for considerado apenas o período de proibição de queimadas, iniciado em julho. No Brasil o aumento é de 83% em comparação com o ano passado.
Foram 13.682 focos de calor registrados no ano de 2019 no estado de Mato Grosso, no território nacional foram 72.843. O fogo avança em terras indígenas e unidades de conservação permanentes estaduais ou federal. A maioria das queimadas ocorrem em áreas particulares. 60% dos focos de calor foram em áreas cadastradas no CAR (Cadastro Ambiental Rural), 16% em terras indígenas e 1% em unidades de conservação.
Em entrevista à Mato Grosso do Norte, o Tenente Coronel, Ranie Pereira Sousa, Comandante da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar “7ª CIBM” – Alta Floresta, disse que os índices de queimadas e incêndios florestais estão maiores se comparados com o ano passado. “No ano passado não teve tantas queimadas, o que deixa a mata mais densa. Quando um ano é tranquilo, o outro tende a ter maior focos de queimadas e incêndios florestais. Outro fator que favorece as queimadas é o climático. Podemos observar que não é só o estado de Mato Grosso que tem elevado os índices, mas todas as regiões do Brasil.”, disse o comandante.
O tenente Coronel disse que o Corpo de Bombeiros tem trabalhado constantemente no combate as queimadas, e utiliza algumas ferramentas de gestão de incêndios florestais, como brigadas municipais mista e bases descentralizadas de corpo de bombeiros. 
“A regional de Alta Floresta atende 15 municípios do norte de Mato Grosso. Nessa região tem 3 unidades do Corpo de Bombeiros sendo em Colíder, Guarantã do Norte e Alta Floresta, e essas três unidades tem trabalhado toda a região no combate à incêndios. Por este motivo, as brigadas municipais são importantíssimas no combate aos incêndios”, complementa
Ranie enfatiza que o satélite detecta um foco de calor a partir de 48 graus Celsius. “Nem sempre esse foco caracteriza um incêndio. Toda vez que as imagens do satélite detecta um foco, nós enviamos uma equipe para verificar a situação do local. A prioridade no atendimento é incêndios florestais em parques de preservação permanente, porque é onde está a maior quantidade de animais e espécies. Quando acontece um incêndio em uma região como essas, o Corpo de Bombeiros prioriza. Nós sabemos todos os dias quais são os incêndios e onde estão ocorrendo no Estado de Mato Grosso e os dados são atualizados a cada 8 horas”, enfatiza o comandante. 

O tenente coronel explica que aqui em Alta Floresta tem 5 brigadistas de plantão nos três períodos diários, inclusive nos finais de semana. “Esses brigadistas fazem um trabalho mais tranquilo e deixam os bombeiros para fazerem o trabalho mais avançado, quando tem os grandes incêndios o bombeiro está apagando e os incêndios de pequenas proporções, como são os casos de queimadas urbanas, essa brigada auxilia”, disse.

De acordo ele, no mês de julho Alta Floresta teve 9 incêndios florestais e no mês de agosto, 19. “Isso é muito inferior do que as outras partes do estado de Mato Grosso. Podemos dizer que através destes trabalhos o município está sendo privilegiado em relação a incêndios florestais”, enfatiza.
Ranie explica que os incêndios podem acontecerem de forma criminosa ou natural. “Os estudos apontam que mais de 90% dos focos de calor são criminosos, ou seja, alguém que coloca fogo. Pode ser para limpar o pasto, para queimar lixo ou entulhos e o autor perde o controle, com a umidade baixa, o fogo se alastra e vai para uma fazenda ou uma área de compensação”, explica.
“A população tem um papel fundamental nesta situação, que é não somente não colocar fogo, mas  denunciar aqueles vizinhos verem colocando fogo. Colocar fogo no período proibitivo é crime ambiental, passível de detenção, prisão em flagrante e multa. As denúncias podem ser feitas através do 190 Polícia Militar ou 193 Corpo de Bombeiros”, finaliza.

 
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