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Diretor da Águas Alta Floresta diz que valores das tarifas estão previstos no contrato de concessão
André Silva diz que está à disposição para participar de audiência pública se for marcada pela Câmara Municipal
13:01   26 de Agosto, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

Em uma entrevista concedida à Mato Grosso do Norte, na manhã de sexta-feira, 23, o diretor Operacional da Águas Alta Floresta, André Silva, disse que está à disposição dos vereadores e da população, para participar de audiência pública para tratar da concessão e dos serviços prestados pela empresa no município. 
Há mais de um mês, diversos vereadores vem fazendo críticas à Águas Alta Floresta, sobre a qualidade do serviço e as tarifas cobradas pela empresa, para os serviços de distribuição de águas, taxa de esgoto e de religação.
Na sessão de terça-feira da semana passada, foi solicitado que a mesa diretora da Câmara convoque uma audiência pública com a participação do prefeito, para debater a questão. Os vereadores querem que a prefeitura reveja a concessão da empresa.   
“A companhia está à disposição para participar da audiência, se ela for realmente marcada, e será a oportunidade de explicar para a sociedade sobre a realidade de nosso contrato com o município. Sobre os estudos e pesquisas que realizamos sobre o crescimento populacional de Alta Floresta e o Plano Municipal de saneamento básico que foi aprovado.. Mas até agora não fomos nem convocados e nem convidados a participar”, disse André. 
Contrato assinado entre a empresa e o município, conforme ele, é de 2002. E estabeleceu regras para a execução do serviço, como os valores cobrados. “Os preços estão no contrato, onde os valores foram estabelecidos e a empresa respeita o contrato”, observa. 
De acordo com o diretor, quando o contrato foi assinado, a realidade de Alta Floresta era bem diferente do que na atualidade. Segundo ele, a previsão era que o crescimento da cidade seria em posição vertical, mas o crescimento acontece de uma forma que não estava prevista. 
“Alta Floresta vem crescimento muito na sua extensão e no número populacional. O Crescimento acontece na horizontal e na verdade, o contrato de concessão precisa realmente ser reavaliado, porque precisamos estender e melhorar nossos serviços”, enfatiza.
Porém, André deixa claro que a Companhia não tem medo de perder a concessão, sobretudo porque cumpre as metas que foram estabelecidas.  Com relação ao preço cobrado pela distribuição de água tratada, é no valor de R$ 2.57 por metro cúbico, o que representa 1000 litros de águas. 
“Uma família que gasta 8 metros cúbicos paga tarifa mínima de R$ 25 reais. Um galão de 20 litros no mercado é mais caro que isto”, observa. “O contrato precisa ser reavaliado. A companhia leva saúde e qualidade de vida para a população, através da água tratada”, acrescenta.
A taxa de esgoto, de 90% do valor da conta de água, segundo ele, é um valor mundial. “Há cidades em que o valor é 105%. Para tratar a água precisa de energia, produtos químicos, rede e é caro para tratar. A sociedade precisa saber que a companhia não está para explorar, mas para levar saúde à população”, frisa.

Portanto, o diretor acentua que diminuir as tarifas não é o ideal. E o que precisa é equilibra o contrato para a empresa melhorar e ter condições de cumprir as metas de investimentos. Desta forma, avalia que poderia ser criada uma tarifa social para as famílias de baixa renda. 

Outra questão que deve ser observada, conforme André, é a aprovação do Plano Municipal de Saneamento básico, pela Câmara Municipal. O Plano prevê que a extensão da cobertura com rede de esgoto para 95% da cidade até em 2030. Quando o contrato de concessão foi assinado, conforme ele, a meta era apenas de 30% até em 2020. 
O questionamento sobre os novos investimentos em loteamentos na cidade, em que a Águas Alta Floresta recebe prontas a rede de distribuição de água e esgoto, segundo André, é uma lei. “Está previsto em lei que o empreendedor deve fazer estas obras e doar para a companha já prontas”, sintetiza. 

 
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