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Prefeitos pede que deputados acompanhem o percentual que o governo investe na Saúde
13:25   28 de Agosto, 2019
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Reportagem
Mato Grosso do Norte

Durante a visita do secretário Estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, em Alta Floresta, na sexta-feira, 23, prefeitos da região de Alta pediram aos deputados que fazem parte da comissão da saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que cobrem do governo estadual, o percentual de 15% que o governo deve investir na Saúde. 
A prefeita de Nova Monte Verde, Beatriz de Fátima Sueck Lemos (MDB), disse que os municípios são obrigados a investir mais de 15% para manter o atendimento no setor de saúde à população. 
Enquanto isto, conforme ela, o governo não investe nem 12%. “Os deputados devem acompanhar o percentual que o governo está investindo. Se o governo investir mais, vai ficar melhor para os municípios que vão ter condições de melhorar a saúde”, sugeriu. 
Já a prefeita de Carlinda, Carmem Martines (DEM), afirmando que o SUS- Sistema Único de Saúde- é um presente de grego para os gestores. Disse que sua administração investe mais de 30% da arrecadação para manter a saúde. 
Mesmo elogiando o governador Mauro Mendes, a gestora cobrou melhoras na saúde, especialmente médicos cirurgião, para as cirurgias especificas. E reclamou que muitas vezes, o paciente demora mais de 1 anos para conseguir uma cirurgia.
“Em Carlinda conseguimos diminuir a fila de espera de cirurgias, mas precisamos deslocar pacientes de ônibus em uma distância de 800 quilômetros”, disse acrescentando que os pacientes estão expostos à riscos no percurso da viagem.  
O secretário Gilberto Figueiredo argumentou que o governador Mauro Mendes, recebeu de seu antecessor, Pedro Taques, uma dívida de R$ 600 milhões na área de saúde. Porém, está recuperando a imagem do governo e os pagamentos para os fornecedores do setor de saúde estão normalizados.
No entanto, Figueiredo disse que o governo estadual não está conseguindo repassar nem 8% do que é arrecadado para a Saúde. “Não repassamos não é porque o governador não quer. É que existem as prioridades. Não podemos deixar os presídios sem alimentação e nem das viaturas da polícia sem combustível”, justificou.
“Estamos pagando os fornecedores dentro de 30 dias e recuperando a credibilidade do governo. A previsão é que a situação será regularizada”, concluiu o secretário, afirmando que em novembro estará de volta à Alta Floresta para inaugurar os leitos de UTI no hospital regional. 

 
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