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Vereadores e prefeito irão encaminhar pauta de cobranças à Águas Alta Floresta
Umas das principais cobrança é medidas para evitar o racionamento de água e um escritório regional na cidade
13:17   06 de Setembro, 2019
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José Vieira do Nascimento
Ed.  Mato Grosso do Norte

Foi realizado na tarde de quarta-feira, 4, uma reunião no gabinete do prefeito Asiel Bezerra (MDB) na prefeitura de Alta Floresta, com a participação de 9 vereadores, para tratar de uma revisão no contrato de concessão da Águas Alta Floresta com o município. 
Os vereadores discutiram com o prefeito, uma pauta com diversos itens reivindicatórios, com base nas reclamações feitas pela população. As cobranças serão encaminhadas oficialmente ao prefeito, para ele apresentar o documento à direção da empresa. 
O vereador Luiz Carlos (MDB) que articulou a reunião, disse que a pauta foi discutida e aprovada por todos, incluindo o jurídico da Câmara Municipal e da Prefeitura. Conforme ele, a Câmara cobra respostas da Águas Alta Floresta sobre o planejamento com relação aos investimentos no município para os próximos anos e a imediata melhora na qualidade do serviço prestado à população.
O primeiro questionamento, segundo o vereador, é sobre a posição da empresa com relação a captação de água do Rio Teles Pires para Alta Floresta, para sanar um problema iminente, que é a possibilidade de haver racionamento da água na cidade num futuro bem próximo.  
Outro ponto, segundo o vereador, é a redução das tarifas de águas, religação e o percentual cobrado atualmente, de 90% de taxa de esgoto na conta de água. “Queremos ver a possibilidade de diminuir, principalmente a taxa de esgoto. Sabemos que esta mesma empresa em outros municípios, cobra valores menores. Em várzea Grade, o valor da taxa de esgoto é de 50%”, disse o vereador.
Os vereadores também cobram a implantação de um escritório regional da Águas Alta Floresta no município.
Luiz Carlos afirmou que os representantes do município, também vão cobrar da empresa, um compromisso, para a recuperação dos estragos feitos nos asfaltos. “São rasgos feitos nas ruas que não são reparados. Vamos exigir que essas perfurações sejam recuperadas”, afirmou.   
O vereador deixou claro que não se trata de tirar a concessão da empresa, mas que ela cumpra com sua responsabilidade. “Não queremos tirar concessão. Até mesmo porque é um contrato de 30 anos e agora está com 20. Mas dentro de uma concessão pública, existe obrigações e responsabilidades. E é isto que queremos”, observa. 

O prefeito Asiel Bezerra afirmou que irá receber a pauta apresentada pela Câmara, estabelecer um diálogo com a Águas Alta Floresta e solicitar as providencias necessárias, para melhorar o atendimento à população. 

Conforme o prefeito, o município não pretende cancelar a concessão da empresa, mas vai cobrar que ela tenha responsabilidade na execução dos serviços. Com a aprovação do Plano Municipal de Saneamento básico, ele diz que o município tem maior respaldo para fazer estas cobranças. 
Um planejamento da empresa no sentido de prevenir que a população venha a sofrer com o agravamento do racionamento de Água, segundo o prefeito, deve ser visto como uma meta prioritária em termos de investimentos.
“Hoje, já existe dificuldadeno fornecimento de água e a tendência é que, se as providências não forem tomadas, num prazo de 10 anos Alta Floresta chegará a 100 mil habitantes e a situação irá se agravar muito. A alternativa e trazer água do rio Teles Pires para Alta Floresta. E se não for feito isto, haverá falta de água”, disse o prefeito.
Asiel disse que já fez essa cobrança para a concessionária e a empresa disse que irá realizar um estudo, através da Fundação Getúlio Vargas, para verificar a viabilidade. 
Sobre as tarifas, o prefeito assegurou que nunca deu aumento para a empresa, apenas autoriza a correção anual da inflação, prevista no contrato. “Temos que verificar se a Água está aumentando a tarifa mais que a correção. Eu não autorizei”, enfatiza.
Para a vereadora Cida Sicuto (PSDB), líder do prefeito na Câmara, o objetivo dos vereadores com esta cobrança, é a melhora da qualidade do serviço prestado à população. Além do escritório regional em Alta Floresta, ela considera imprescindível a criação de uma tarifa popular.
“Não é uma questão de tirar a concessão, mas a Águas precisa melhorar a qualidade dos sérvios e do atendimento. As contas de água são pagas só na Casa Lotérica. O consumidor não consegue pagar em outro banco e nem por aplicativo”, disse. 

 
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