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Grêmio fica sem "válvula de escape" em eliminação e reconhece peso de Everton
Cebolinha é o artilheiro gremista e ficou fora de jogo com o Athletico por suspensão
13:45   06 de Setembro, 2019
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Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG

Por Eduardo Moura — Porto Alegre

A eliminação do Grêmio na Copa do Brasil para o Athletico evidenciou um problema já conhecido. E, aliás, admitido: a dependência do time a Everton. O atacante se mostra cada vez maior e vira fundamental em momentos decisivos, como foi na virada sobre o Palmeiras, na semana passada, pela Libertadores. A qualidade do Cebolinha, claro, explica isso.

Dos 61 gols marcados pelo Grêmio em partidas nas quais o atacante foi utilizado no ano, 13 foram contabilizado por Everton, que ainda tem outras três assistências. Uma relação direta em 26% dos gols marcados pelo Grêmio no ano.

O Cebolinha é o artilheiro gremista na temporada com quase o dobro de gols de Pepê e Luan, ambos com sete. Mais de uma vez, jogadores já explicaram no microfone que o esquema montado por Renato favorece os jogadores dos lados do campo, especialmente Everton.

Outro ponto salta aos olhos para apontar a dependência. Depois da Copa América, Everton só não foi relacionado em uma partida até o jogo desta quarta, contra o Athletico, quando estava suspenso. Foi no confronto com o próprio Furacão, pelo Brasileirão, e só aconteceu porque o atacante vinha em uma sequência de 12 jogos consecutivos, seja com titulares ou reservas, e pediu um descanso. Contra o Palmeiras, fez um gol e driblou cinco jogadores para Alisson fazer o segundo.

O Grêmio sentiu muita falta do Maicon e do Everton. São dois jogadores fundamentais no estilo de jogo do Grêmio. O Everton recebeu um cartão amarelo infantil na Arena (lamentou Renato)

Em 2018, Everton entrou em campo 53 vezes, sendo 51 com a camisa do Grêmio e duas vezes em amistosos pela Seleção. Nesta temporada, são 38 jogos pelo Tricolor e outros 10 pelo Brasil. Mostra o crescimento do atacante de status, a ponto de ser peça fundamental no título da Copa América. Para o comentarista Maurício Saraiva, da RBS TV, depender de Everton é inevitável.

- O Grêmio depende do seu extraclasse como acontece com times que têm este tipo de jogador. Guardando as proporções, o Barcelona depende visceralmente de Messi. O técnico tem que agir para reduzir a dependência, mas ela é inevitável - apontou Saraiva ao GloboEsporte.com.

A falta de Everton na última quarta, contra o Furacão, foi citada por Renato Gaúcho mais de uma vez em sua entrevista coletiva, junto com a ausência de Maicon no meio-campo. O Cebolinha seria o escape de velocidade, algo que Pepê não conseguiu exercer.

Também seria um cobrador de pênalti - foi o seu substituto a perder a cobrança decisiva. Everton é o maior driblador da Libertadores, com 51, quase o dobro de dribles corretos à frente de Nacho Fernández, do River Plate, Alejandro Silva, do Olimpia, e Edenílson, do Inter, todos com 26.

- O Everton também é uma válvula de escape muito boa, muito qualificada. O Pepê também é muito bom, é rápido, mas não é o Everton ainda. Acho que um dia vai ser. Fizeram falta, sim, mas poderíamos ter conseguido a classificação - apontou o vice de futebol Duda Kroeff.

Com o fechamento dos principais mercados na última segunda-feira, Everton permanece no clube gaúcho pelo menos até o fim do ano. Com a eliminação na Copa do Brasil, o Grêmio deve usar time titular no duelo com o Cruzeiro, na manhã de domingo, pelo Brasileirão.

 

 
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