Jornal MT Norte
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Catadores negam responsabilidade de incêndios no lixão
13:24   11 de Setembro, 2019
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Edemar Luiz Savariz
Mato Grosso do Norte

Um grupo de 10 catadores de material reciclável que trabalham no aterro sanitário de Alta Floresta, o Lixão, participaram de uma reunião nesta terça-feira, 10, na Câmara Municipal, com vereadores, os representantes de empresas compradoras, Promotor de Justiça Luciano Martins da Silva da Primeira Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Alta Floresta, Procurador do Ministério Público do Trabalho, Marcel Trentin, e representante da Ordem dos Advogados do Brasil, Sandra Corrêa de Mello. 
Também participaram da reunião o secretário de Desenvolvimento, Sérgio Carlos Passos, a engenheira sanitarista e ambiental, Elisa Pianovski e engenheira florestal, Gercilene Meira Leite, ambas servidoras da Secretaria de Desenvolvimento. A pauta da reunião foi os focos de incêndio no lixão.
Os catadores que buscam por materiais recicláveis no lixão, refutaram as acusações que são eles responsáveis pelos constantes incêndios que tem ocorrido no local. 
Em função dos incêndios, os catadores foram proibidos de realizarem seus trabalhos no local. A proibição vem gerando uma preocupação para essa classe e também a empresa que compra os materiais recicláveis. Representados pela Associação dos Catadores, eles negam ter iniciado os incêndios no aterro sanitário. “É de lá que tiramos nosso sustento e a nossa renda, não tem como colocarmos fogo no nosso próprio trabalho”, disse um catador.
A engenheira florestal Gercilene Meira Leite, da Secretaria de Desenvolvimento, disse que a prefeitura está providenciando a construção de um barracão. “O poder executivo está procurando uma forma de resolver o problema. Em parceria com o Ministério Público do Trabalho será feito um barracão, ainda essa semana começará os trabalhos de terraplanagem no local e na sequência a construção da estrutura da obra”, disse a engenheira.
O procurador Ministério Público do Trabalho, Marcel Trentin, disse que a preocupação do Ministério Público é a inclusão social dos catadores. “A ideia do ministério público de trabalhar com os catadores de recicláveis é em relação a isso, porque são pessoas que estão expostas a diversos tipos de mazelas e, geralmente, eles trabalham em locais insalubres”, disse o procurador. 
Para o procurador, grande parte dos problemas discutidos na reunião irão se resolver com a construção do barracão. “Será um local adequado para a separação do lixo daqueles que são recicláveis com os que não são, com este barracão os catadores terão um local melhor para realizar os trabalhos e também a destinação correta do lixo”, complementa.
O secretário de Desenvolvimento, Sergio Passos, disse que a administração está buscando meios para resolver o problema do aterro sanitário em definitivo. “A administração tem uma área de 76 hectares e está precisando do laudo geológico para fazer o uso. Esse lado verifica se não há risco de contaminação do solo, lençol freático, entre outros fatores ambientais. Assim que for liberado vamos dar início ao aterro sanitário de Alta Floresta e será muito grande, essa área aguenta o recolhimento do lixo por mais de 50 anos”, disse o secretário.

 
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