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Presidente do PSL é alvo de ação da PF contra esquema de laranjas
13:12   15 de Outubro, 2019
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A PF (Polícia Federal) cumpre nove mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (15) para apurar possível prática de crimes eleitorais. 

O deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), presidente do PSL, está entre os alvos da ação. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo. 

Os mandados foram expedidos pela TRE-PE (Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco). As investigações apontam que representantes locais de um partido político teriam "ocultado/disfarçado/omitido" movimentações de recursos financeiros vindos do fundo partidário.

As autoridades buscam entender se o dinheiro teria sido usado para candidatura de mulheres de forma fictícia, em Pernambuco, com o objetivo de desvio, para que fosse aplicado onde o partido e gestores decidissem. 

O inquérito policial foi instaurado por requisição do Tribunal Regional Eleitoral em Pernambuco (TRE-PE) para cumprir nove mandados de busca e apreensão.

Os investigados teriam “ocultado/disfarçado/omitido movimentações de recursos financeiros oriundos do fundo partidário, especialmente os destinados às candidaturas de mulheres, após verificação preliminar de informações que foram fartamente difundidas pelos órgãos de imprensa nacional”.

Segundo a PF, os mandados visam esclarecer se teria havido "burla ao emprego dos recursos destinados às candidaturas de mulheres, tendo em vista que ao menos 30% dos valores do Fundo Partidário deveriam ser empregados na campanha das candidatas do sexo feminino, havendo indícios de que tais valores foram aplicados de forma fictícia objetivando o seu desvio para livre aplicação do partido e de seus gestores”, diz a PF.

O nome da operação, Guinhol, faz referência a uma marionete, personagem do teatro de fantoches criado no século 19, “diante da possibilidade de candidatas terem sido utilizadas exclusivamente para movimentar transações financeiras escusas”.

Entenda o que são candidatos laranjas

O Ministério Público de Minas Gerais apresentou, no último dia 4, denúncia contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, por utilizar candidaturas de fachada para acessar recursos do fundo eleitoral nas eleições do ano passado. O ministro era, à época, presidente do PSL mineiro.

O ministro é denunciado por articular um esquema de candidaturas femininas. Por lei, cada partido deve garantir o mínimo de 30% de candidatas do sexo feminino.
O esquema do PSL, segundo a PF, se baseava em apresentar candidatas sem ter a intenção delas serem eleitas apenas para acessar recursos exclusivos do fundo eleitoral. Segundo Abreu, como presidente do partido, Marcelo Álvaro Antônio teria conhecimento da estrutura criminosa. (Informações /Agência Brasil)

 
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