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Alta Floresta realiza III Encontro da Expansão da Fronteira Agrícola
Objetivo é mostrar para Mato Grosso e para o Brasil o potencial de produção de grãos da região
13:16   18 de Outubro, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

Está sendo realizado em Alta Floresta, na prefeitura municipal, o III encontro da Expansão da Fronteira Agrícola, Desafios e Perspectivas para a Sustentabilidade do Agronegócio Regional no Extremo Norte de Mato Grosso. O Encontro foi aberto na manhã de quinta-feira, 17, e o encerramento previsto para esta sexta-feira às 12horas.
Na abertura do encontro, o prefeito de Alta Floresta, Asiel Bezerra (MDB) destacou que o objetivo é mostrar o potencial da região e melhorar o relacionamento dos municípios, para a promoção de ações conjuntas para a expansão do Agronegócio e da Agricultura Familiar.
“Nossa meta é divulgar o potencial que temos para Mato Grosso e o Brasil, da produção agrícola”, observa o prefeito. 
Os dois primeiros eventos, segundo o prefeito, foram voltados para o grande produtor, o Agronegócio empresarial, e nesta edição, o foco é a Agricultura Familiar, para levar informações aos pequenos agricultores. 
O encontro também tem a finalidade de reforçar a cobrança, junto ao governo estadual, da pavimentação asfáltica entre as cidades da Carlinda e Guarantã do Norte, bem como a construção da ponte sobre o rio Teles Pires, para ligar a região de Alta Floresta a BR-163.
“Eu avalio que num prazo de 3 a 4 anos este asfalto e a ponte estarão prontos, consolidando a nossa logística e nos aproximando do porto de Mirituba (PA). A Região de Alta Floresta é a nova fronteira agrícola de Mato Grosso e do Brasil. Temos 6 milhões de hectares aptas para produzir sem precisar derrubar nenhuma árvore. Nossa capacidade é para produzir alimentos suficientes para alimentar um bilhão de pessoas”, reitera o prefeito. 
O secretário estadual de Agricultura, Silvano Amaral [que não pode participar da abertura do encontro por ter que ser internado às pressas no hospital Santa Rita em Alta Floresta] se reuniu com pequenos agricultores do município na segunda-feira, 16, e recebeu uma lista de várias reivindicações apresentadas pela categoria.
George Luiz de Lima, o superintendente da SEAF- Secretaria Estadual de Agricultura Familiar- que representou o secretário na abertura do encontro, destacou em sua palestra, as metas do governo estadual para a Agricultura Familiar.

Segundo ele, a SEAF elaborou um Plano Estadual para a Agricultura Familiar. Dentre as metas estabelecidas, estão a revitalização das lavouras de Café e Cacau, através do apoio e incentivo do governo estadual. O orçamento da SEAF para desenvolver estes programas é de R$ 10 milhões. A fonte do recurso é destinada de 7% a 10% do Fethab-2. 

“Queremos expandir a produção de café para 33 municípios e 150 famílias. Hoje, a produção de Mato Grosso é de 121 mil sacas, com produção de 14, 41 sacas por hectares em 31 municípios produtores. Somos o nono Estado produtor no Brasil”, disse George.
O coordenador Regional da Empaer, Leocir José Delani, disse que é importante que a região se mobilize para as questões da Agricultura, com foco nas culturas perenes. “Tem que ter mais eventos iguais a estes, porque precisamos avançar muito. A região está muita voltada para a pecuária leiteira e de corte e precisamos investir na Agricultura Familiar”, disse.
Segundo ele, o agricultor precisa ampliar suas atividades. “Muitas vezes o agricultor tira o leite e durante o dia fica sem ter muitas atividades. E agricultura pode agregar a mão de obra familiar e fazer com que o agricultor tenha uma renda a mais e consiga manter sua família com dignidade na propriedade rural”, disse.
Segundo Leocir, existe as alternativas da lavouras do cacau e do café que estão sendo revitalizadas, através do governo estadual, e podem se transformar em excelentes fontes de renda para as famílias.
“A Empaer, SEAF e Embrapa estão trabalhando a revitalização destas lavouras e estes programas são oportunidades para o pequeno produtor. Também há as culturas anuais, que estamos trabalhando, variedades resistentes e mais produtivas, e tudo isto são alternativas para o agricultor familiar”, observa o coordenador da Empaer. 
O encontro segue hoje com as seguintes palestras: Trajetória, luta e conquista, por Claudecir dos Santos, da Cooperativa Ouro Verde- COMOV. Desafios do Cultivo e Comercialização do Peixe Nativo da Amazônia, por Valmir Valverde e Claudecir dos Santos, da Cooperativa dos Aquicultores do portal da Amazônia de Alta Floresta- Cooperpam. Produção de Forragem em Sistema de Integração Lavoura/ Pecuária, por Flavio Wruck, da Embrapa. Problemas e  Desafios de solo em Alta Floresta, por Gustavo Caione- Unemat. E oportunidades no Agro na Região Norte de Mato Grosso, por Cleiton Gauer, do Instituto Matogossense de Economia Agropecuária- IMEA. 

 
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