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“Não sei se foi erro ou maldade, mas havia determinado para meu salário não ser pago”, diz primeira dama
Dinheiro foi devolvido para a prefeitura
13:10   28 de Outubro, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

A primeira dama e secretária de Ação Social de Alta Floresta, Luz Maia Quixabeira, em entrevista a Mato Grosso do Norte, na manhã de sexta-feira, 25, afirmou que até agora ainda se sente indignada com uma matéria inverídica, publicada no início do mês de setembro, em um site da cidade, afirmando que ela recebeu salário sem trabalhar, durante um período de 60 dias em que ficou cuidando de sua mãe, que estava em tratamento em Cuiabá, por ter sido vítima de um acidente de trânsito. 
Ela afirma que havia comunicado ao setor de Recursos Humanos da prefeitura, que não era para efetuar o pagamento de seu salário do mês de agosto. No entanto, disse que não sabe se foi erro, interpretação errada, ou por má fé e maldade, o pagamento foi depositado em sua conta. 
“Eu havia falado que não era para pagar e o Asiel [prefeito] também tinha determinado que não era para pagar. No dia 30 o Claudinei me chamou no Wats App e me perguntou se eu estava sabendo que meu salário não seria pago. Eu disse que sim e voltei a avisar que não era para pagar. Mas não sei porque, o pagamento foi feito. Depois me disseram que o pagamento já tinha ido para o banco, mas que seria estornado. Demorou uma semana e fizeram o estorno do dinheiro”, assegura.

A primeira dama apresentou também uma conversa em seu celular, no aplicativo Wats App, que comprova o diálogo que teve, na data descrita, em que disse que não era para fazer o pagamento do seu salário. 

“Quando fiquei sabendo que o salário estava na minha conta, eu transferi dinheiro da conta do meu marido para a minha, para pagar meus compromissos. Seu eu estivesse mal intencionada, teria usado o dinheiro. E tenho os comprovante do valor que transferir da conta do Asiel para a minha conta”, observa.  
Luz Maia justifica que no mês de julho, em que já estava cuidando de sua mãe em Cuiabá, pediu 15 dias de férias e um atestado de mais 15 dias. No entanto, disse que buscou infirmaçoes e constatou que seria um direito seu se afastar por 90 dias ou mais, para cuidar de seus pais, com remuneração. 
 “Foi bom que tudo isto aconteceu, porque eu busquei informações e constatei que eu tenho direito, sim, de acompanhar por até 90 dias os meus pais, num caso como o que aconteceu. E se for preciso, até mais tempo. Agora eu vou atrás dos meus direitos. O salário do mês de agosto foi devolvido, porque naquela momento, entendia que não tinha direito de receber, mas agora, sei que tenho este direito”, enfatizou. 
A primeira dama disse que chegou a procurar um advogado para entrar com uma ação contra o site que publicou a matéria, mas ele acabou demorando e não fez o processo. “Depois a raiva passou, mas eu fui detonada nas mídias sociais. Muita gente acreditou nesta mentira e ficam me difamando”, disse. 

 
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