Jornal MT Norte
Publicidade
         
                
“Queremos mudar o local do pedágio para corrigir uma injustiça social”
Diretor do Sindicato Rural contesta advogado e diz que mudar a praça de pedágio para 23 quilômetros não altera valor da tarifa
17:41   01 de Novembro, 2019
603b52f398534f7a3c9d81108cbc294a.jpg

 José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

Paulo Moreira, representante do Sindicato Rural de Alta Floresta junto a Comissão de Moradores, que está empenhada em mudar o local de implantação da praça de cobrança do pedágio na rodovia MT 208, entre as cidades de Carlinda e Alta Floresta, contestou com veemência as afirmação do advogado Dr. Celso Reis, que em nota publicada na coluna Mais de Mato Grosso do Norte, na edição de segunda-feira, 28,  disse que a mudança do local da praça de pedágio, poderia prejudicar o município e a maioria da população, aumentando, inclusive , o valor da cobrança.
Conforme ele, os moradores da Quarta, Terceira e Leste e do Ramal do Mogno estão muito magoados com a declaração do advogado. 
“O que nós estamos querendo, assim como os moradores da Quarta e Terceira Leste e Ramal do Mogno, os vereadores e o prefeito, é corrigir um erro. Foi feito uma audiência pública no dia 26 de outubro de 2017, e nesta audiência, ficou determinado com a Sinfra, que o local do pedágio seria a 23 quilômetros de Alta Floresta, justamente para não prejudicar os moradores que moram próximo à cidade”, enfatizou.
Segundo Paulo, no edital que foi publicado em 2018, ou houve um erro ou má fé da Sinfra, que colocou 23 quilômetros, contando do trevo de Carlinda, onde as rodovias MT 320 e 208 se encontram. “Por isso, estamos lutando para mudar o local da praça de pedágio. Todo mundo sabe que tem que pagar pedágio, mas não é certo pessoas do município pagar dentro de seu próprio município, em menos de 12 quilômetros R$ 7.90 para ir e voltar. Há uma injustiça social”, observa.
Moreira frisa também que em reunião dos moradores com o prefeito Asiel Bezerra, o chefe do poder executivo foi questionado sobre o alvará expedido pela prefeitura, que se fosse encontrado alguma irregularidade, se ele o suspenderia. 
“E foi encontrado não uma, mas várias irregularidades por parte da empresa, que deixou de entregar diversos documentos. E o alvará foi suspenso”, disse.

De acordo com ele, os moradores também vão entrar com uma ação contra a empresa Via Brasil, com o aval da Promotoria de Justiça, conforme sinalizou o promotor Dr. Luciano Martins, em reunião com a comissão, na sexta-feira da semana passada. 

Conforme ele, em levantamento feito pela comissão, foi constatado que em diversos lugares onde as rodovias são privatizadas, há uma “enxurrada" de ações contra os pedágios próximos das cidades pelos prejuízos que os mesmos trazem para os moradores dos municípios.
“Não estamos buscando nada que é injusto, mas buscando algo que é justo. Se foi acertado que teria que ser colocado a 23 quilômetros de Alta Floresta, porque colocar a 12 quilômetros?”, questiona. “Para tirar o dinheiro daquele pessoal? Só que não estamos falando de grandes fazendeiros, pecuaristas e grandes agricultores. Estamos falando de sitiantes e chacareiros, que tem que vir na cidade várias vezes na semana para vender seus produtos. E vai deixar no pedágio o lucro da venda do queijo, da alface. E dos filhos dos agricultores que são estudantes do IFMT, da Uniflor, na Unemat, que terão que pagar este pedágio durante o ano inteiro”, pontua. Para Paulo Moreira, o governo estadual, ao estabelecer a praça de pedágio próximo a Alta Floresta, agiu por má fé, ou cometeu um erro grotesco. “Seja o que aconteceu nestas duas situações, estamos buscando um meio de corrigir este erro. E se as pessoas não se mexerem, principalmente quem vai ser mais afetado, se depender de nossos representantes e do governador, não iremos conseguir. Portanto, o Celso foi infeliz em sua fala, porque o município não vai perder nada. O ISSQN é cobrado pela quilometragem que tem dentro do município. Quem vai receber mais ISSQN vai ser Nova Canaã do Norte que tem uma extensão grande no seu território Depois vai ser Carlinda. Pedágio não traz benefício nenhum para o município em termos de arrecadação. É muito pouco.  É mais importante termos o morador de dentro do município sem pagar injustamente pedágio”, acentua.
Ele assegura que se o pedágio for mudado para a distância de 23 quilômetros, não será prejudicado nenhum morador. Nem de Carlinda e nem de Alta Floresta. 
“Não procede dizer que vai mudar o valor do pedágio para R$ 10,00. No edital, na página 159, no anexo 2, diz que o pedágio pode sofrer mudança desde que não ultrapasse 50 quilômetros. Então, mudar o pedágio de onde ele está estipulado hoje para onde ele deveria ser, é uma diferença de apenas 11 quilômetros e não haveria reajuste de tabela. Se houver acréscimo de tabela, será mais uma manobra. Talvez  o Dr. Celso Reis não tenha lido o edital antes de fazer aquelas observações”, pondera.

 
COMENTÁRIOS
© Copyright 2014 Jornal Mato Grosso do Norte