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Tempo de virada
À frente do “Se Joga”, Fabiana Karla realiza antigo desejo de ir além da dramaturgia na tevê
17:43   01 de Novembro, 2019
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Foto: GLOBO/DIVULGAÇÃO

por Caroline Borges

TV Press

                Fabiana Karla não se faz de rogada. Conhecida pelo humor escrachado e as personagens com bordão, a atriz nunca teve dificuldades para expressar suas pretensões artísticas. Por isso mesmo, para chegar ao posto de apresentadora do “Se Joga”, ela fez questão de ventilar seus desejos pelos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. Durante uma participação no “É de Casa”, Fabiana se ofereceu para cobrir férias de algum dos apresentadores. “Eu fazia vergonha nos programas dos outros. Eu ia nos programas e, sem querer, me metia um pouco. Acho que alguém disse: ‘vamos dar uma oportunidade para ela’ (risos). No ‘É de Casa’, falei para o diretor que, se precisasse cobrir férias de alguém, eu estava aqui. Sempre tive o desejo de me comunicar”, explica Fabiana, que divide o comando do vespertino com Fernanda Gentil e Érico Brás. “Estou me sentindo em casa. Em tão pouco tempo, a gente já está se divertindo e tem uma energia muito boa”, completa.

                Natural de Recife, em Pernambuco, Fabiana estreou na tevê em “Mulheres Apaixonadas”, de 2003. Porém, foi no extinto “Zorra Total”, em que integrou o elenco entre os anos de 2004 e 2015, que ela consolidou sua posição na tevê. Além do humorístico, Fabiana também participou de folhetins, como “Gabriela”, “Amor à Vida” e, mais recentemente, “Verão 90”. “Sempre gostei de me jogar na vida e ter desafios. Vim do Nordeste, larguei família e amigos e parei aqui no Rio. Gosto muito do coletivo e da competição no melhor dos sentidos. Sou um espírito livre para me lançar nas oportunidades”, valoriza.

P – O público conhece muito o seu trabalho do humor e da dramaturgia. Como está sendo essa experiência na apresentação?

R – Eu encaro com muita força de vontade, com muita alegria porque eu sempre fui uma pessoa que gosta de me comunicar. Sempre tive vontade de passar para as pessoas o que eu estou vendo, o que eu estou assistindo, dar dicas. Eu estou tentando fazer a persona Fabiana.

P – Como assim?

R – Eu sempre fui encarada com caracterização, com bigode, com peruca. Então, dessa vez, não deixa de ser desafiador, mas é uma delícia. É um reconhecimento e uma oportunidade que eu vou agarrar com unhas e dentes. Acho que nesse momento eu estou puxando mais a minha inteligência emocional e observando mais. Eu venho da comédia, em que o tom é outro. Então é um terreno no qual eu estou me aventurando. Mas vou seguir sempre sendo bem-humorada, porque quem tem bom humor tem um dia sempre bom.

P – Você tem uma longa experiência nos palcos. De que forma seu trabalho no teatro é um auxílio para lidar com a plateia nos estúdios?

R - Eu sou uma pessoa de plateia porque eu sou de teatro. Então, isso para mim já é uma constante, um hábito que sempre gostei. É um termômetro maravilhoso para a gente porque a plateia ajuda a gente fazer esse programa. Eu sou uma nordestina, venho da cidade do repente. Isso está no meu sangue, então eu consigo trabalhar bem no ao vivo. Eu não sinto essa diferença do ao vivo e do gravado. Eu sinceramente faço sempre tudo como se tivesse no palco do teatro, ao vivo. Então, não tem muito mistério para mim.

P – Como é seu envolvimento com a pré-produção do programa?

R – De manhã eu já vou de olho nas redes sociais para ver o que está acontecendo. Então, eu acho que faz parte da minha rotina saber o que está acontecendo em volta de mim até para poder somar para o programa. A gente tem também essa liberdade de trazer pautas e sugerir, o que é bem interessante. Eu sempre fiz isso nos bastidores. Sugiro algo para outros programas, afinal de contas, a gente tem um olhar apurado.

P – O fato de apresentar um programa diário mudou sua rotina de alguma forma?

R – Adoro rotina. E, ultimamente, eu tenho tido muito pouca rotina. Então, eu acho que isso vai ser uma coisa muito gostosa porque a gente tem um horário, que a gente já sabe como funciona. Eu tenho de acordar, tomar meu café, ler tudo o que vai acontecer no programa. Saio de casa, chego lá no programa, a gente tem a reunião. E, depois disso, tem caracterização e a reunião de toda a equipe. Então, estão dando um suporte maravilhoso para a gente. É o natural. Eu já fiz programa ao vivo e é só uma questão de disciplina, de empenho, de prestar atenção em toda a pauta, desenvolver bem com cada dica, com cada editoria que vai ter no programa. Como a gente faz numa novela, em que a gente tem que estudar o texto direitinho, mas aqui vamos contar com os imprevistos que acontecem porque é um programa ao vivo.

Se Joga” – Globo – Segunda a sexta, às 14h.

 

 
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