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Ex-dirigente do PSL depõe à Polícia Federal e liga Bivar a esquema de laranjas
Legenda cometeu irregularidades ao cumprir cota de mulheres nas eleições de 2018
12:25   04 de Novembro, 2019
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CAMILA MATTOSO E RANIER BRAGON
DA FOLHAPRESS

foto/ Agência Senado

Uma dirigente do PSL em Pernambuco nas últimas eleições afirmou à Polícia Federal que o partido cometeu irregularidades na campanha de 2018 e que, em seu estado, mulheres da legenda só foram chamadas à disputa para cumprir a cota mínima obrigatória de 30% de candidatas.

Em Pernambuco, o PSL é comandado politicamente pelo deputado Luciano Bivar, presidente nacional da legenda e em atrito com o presidente Jair Bolsonaro, eleito pela sigla.

O depoimento à PF foi de Bete Oliveira, presidente do PSL Mulher de Pernambuco em 2018. Bete, cujo nome de batismo é Maria José, foi candidata derrotada à Câmara dos Deputados, com 2.529 votos.

Em dois depoimentos prestados em março e abril nas investigações sobre o esquema de candidaturas de laranjas do PSL em PE, a ex-dirigente afirma que, após a entrada de Bolsonaro no partido, no início de 2018, cresceu o número de candidaturas masculinas na sigla, o que levou o diretório a inscrever mais mulheres candidatas. A lei exige uma cota de gênero de 30%.

A ex-candidata contou à PF que sua candidatura teve início após pedido feito por um dirigente da legenda para completar a cota de mulheres. Mas ela diz que participou efetivamente da campanha.

 
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