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Desafios e dificuldades dos empreendedores em MT
Alta carga tributária, dificuldade de acesso ao crédito, falta de políticas públicas e desconhecimento são as principais barreiras
13:11   18 de Novembro, 2019
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Assessoria

Mato Grosso reúne cerca de 305 mil empresas. A mortalidade desses negócios vem caindo. Em 2010, 46% dos negócios fechavam antes de completar dois anos de existência. Em 2014, esse número caiu para 23%. Os dados apontam que há uma evolução neste cenário, mas empreender ainda é um grande desafio. Alta carga tributária, dificuldade de acesso ao crédito, ausência de políticas públicas para incentivo ao empreendedorismo e falta de conhecimento e informação estão entre as queixas dos empreendedores e são citadas como as principais barreiras a serem vencidas para que o empreendedorismo avance, de acordo com apontamentos do Sebrae/MT.
Os micro e pequenos negócios representam 92% do total de empresas de Mato Grosso, sendo aproximadamente 280 mil, segundo o Sebrae/MT. A maior parte é de microempreendedores individuais (MEIs), que somam cerca de 157 mil, segundo o Portal do Empreendedor (51%). Os micro e pequenos negócios também são responsáveis pela geração de 66% dos empregos em Mato Grosso, contribuem com 35% do Produto Interno Bruto (PIB) e pagam 60% dos salários. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, apontam que as micro e pequenas empresas foram responsáveis pela abertura de 93% do total de empregos criados em 2019. Geraram, ao todo, 27,564 mil novas vagas, enquanto as médias e grandes abriram 1,979 mil.

As queixas dos empreendedores estão entre os principais desafios detectados pelo Sebrae como dificuldades de se empreender no país. Marta Regina Torezam, gerente de Empreendedorismo do Sebrae/MT, diz que o Brasil é um dos países mais empreendedores, mas grande parte dos negócios nascem por necessidade. “As pessoas, muitas vezes, são obrigadas a empreender como meio de ganhar a vida. 

E um dos fatores que impacta é a falta de preparo, de estudo, de formação, para que elas possam ter melhor desempenho. O índice de negócios que não dão certo ainda é muito grande no Brasil. E é consequência dessa falta de preparo”.
“O acesso a recursos financeiros também é uma das queixas. O empresário continua sentindo falta de acesso a linhas de crédito que possa pagar. Os juros ainda são altos para tomar as linhas que são ofertados sem a facilidade para que ele consiga honrar o compromisso. Outro item mais apontado pelas pesquisas é a falta de políticas governamentais. O país ainda não priorizou os pequenos e a ambiência. É preciso desburocratizar e facilitar a vida do empresário. A alta carga tributária está entre as políticas governamentais. E torna um grande desafio empreender”.
A gerente de empreendedorismo do Sebrae ressalta que apesar de todas as dificuldades, o ambiente vem melhorando aos poucos no país, com o trabalho do Sebrae junto aos governos. Ela ressalta que a Lei do Microempreendedor Individual (Lei Complementar 128/2008), já foi um grande avanço e deu chance a milhares de pessoas no Estado e milhões no país de sair da informalidade e de ter uma nova atividade formal. A nível regional, a Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat) também vem desburocratizando os serviços e tornando mais rápida a abertura de empresas. O prazo caiu de 120 dias para 7 dias em Cuiabá. E as instituições têm trabalhado para reduzir o prazo para um dia.
“Os pequenos negócios representam para o país a geração de emprego e o fomento da economia local. Nem todo município tem grandes empresas, mas todos têm pequenos negócios, que oferecem benefícios para a sociedade, como geração de renda e emprego”, reforça.

 
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