Jornal MT Norte
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Para além da cozinha
Há cinco anos no “Masterchef Brasil”, Paola Carosella fala como o formato modificou sua visão de mundo
18:53   29 de Novembro, 2019
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Foto: Divulgação/Band

por Caroline Borges

TV Press

O “Masterchef Brasil” provocou uma revolução na vida de Paola Carosella. Desde sua estreia no “reality show”, a “chef” argentina ganhou uma enorme repercussão nacional. Porém, a fama decorrente do programa de culinária não foi a principal mudança na vida de Paola. A partir da produção, ela passou a ter olhos para além da cozinha de seu restaurante. “Minha vida sempre foi dentro da cozinha. Meu universo era limitado ao mundo da gastronomia e o que acontecia no meu meio. O ‘Masterchef’ me abriu as portas do mundo para ver as pessoas por trás da comida, uma cozinha de diferentes etnias e grupos. A forma de encarar o ato de comer e cozinhar de um país inteiro. Tenho uma riqueza e um olhar mais curioso para além da alta gastronomia”, explica Paola, que cozinha há quase 30 anos. “Outro dia estava fazendo as contas e quase surtei (risos)”, completa.

 Atualmente, Paola participa do “Masterchef – A Revanche”. Na produção, 20 ex-participantes do formato para amadores voltam ao programa para uma nova chance na cozinha do “talent show”. Para a “chef” de cozinha, esse reencontro com os cozinheiros foi carregado de novidades. “Acho que fui a que menos chorei nessa temporada. Mas foram provas muito emocionantes. Esses cozinheiros já sabem que estão fazendo. Não chegam a serem profissionais, mas trocaram de profissão nos últimos anos, se dedicaram e estudaram. Tem uns desafios bem bonitos”, afirma.

 

P – No “Masterchef – A Revanche”, você reencontra ex-participantes do “reality show”. O fato de já conhecer os competidores facilitou de alguma forma a sua avaliação?

R – A gente achava que conhecia os participantes, mas, quando eles chegaram novamente, eles surpreenderam muito. A gente conhece os participantes, mas não sabe o que aconteceu com eles após passarem por aqui. Conhecemos a cara, mas não o participante. Avaliar sempre é uma missão difícil.

P – Por quê?

R – Durante os duelos, escolher qual dos dois cozinhou melhor foi algo que me emocionou muito. Por muitas vezes, tivemos de escolher quem cozinhou um pouco melhor. Tivemos participantes suando na cozinha e cozinhando extremamente bem. É difícil falar para alguém que cozinhou muito bem que vai embora. É muita emoção e nervosismo. A gente se vê muito neles. Como vou falar tchau para alguém porque o outro estava um pouco melhor? Sei que faz parte do jogo e isso deixa a temporada mais emocionante.

P – Como funciona o seu critério de avaliação?

R – Esse formato tem uma das coisas que eu acho muito justo e que simplifica muito a vida de nós, jurados, durante o programa. A gente avalia a comida e o sabor. Não a pessoa. Seria muito injusto dar algum valor ao comportamento de um participante. Muita gente não tem o gesto do cozinheiro profissional, mas cozinha extremamente bem. Uma das coisas mais importantes é a magia do sabor do prato.

P – Você acredita que a dinâmica do “Masterchef” reproduza a rotina de uma cozinha profissional real?

R – O nosso serviço é uma “pauleira”, uma religião. Como estamos em um palco e vestidos de roupas normais, o programa traz essa sensação de que é diferente do que acontece no mundo da gastronomia. Mas, quando os participantes estão batendo cabeça e confusos, representa muito o que acontece dentro de uma cozinha. O programa me lembra mais a avaliação do cliente do que a de um profissional da gastronomia. Essa acidez e dureza fazem parte da profissão. No “Masterchef” é 50 vezes mais fácil.

P – O “Masterchef” está no ar há cinco anos. Você conseguiu perceber uma mudança no hábito alimentar dos brasileiros ao longo desse tempo?

R – Nossa, são muitas. Voltamos a sentar na mesa, cozinhar juntos, brincar de “Masterchef”, levou as pessoas para a cozinha novamente. Nas redes sociais, por exemplo, trouxe conversas muito ricas e interessantes.

"Masterchef – A Revanche" - Band - Terça, às 22h45.

 

 
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