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135 mil brasileiros vivem com HIV e não sabem
Em 2018, estima-se que 900 mil pessoas estavam vivendo com HIV no país
13:10   04 de Dezembro, 2019
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Rose Velasco

SES-MT

No dia mundial de luta contra a AIDS, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da Vigilância Epidemiológica, alerta para a importância do uso dos preservativos masculinos e femininos, que são meios seguros de evitar a infecção do vírus HIV. 
De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Moraes, os preservativos impedem a contaminação de todos os tipos de vírus transmitidos por meio de relação sexual, as chamadas Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Até dezembro deste ano, a previsão do Ministério Da Saúde é distribuir 462 milhões de preservativos masculinos, o que representa aumento de 38% em relação ao ano passado, quando foram distribuídos 333,7 milhões de unidades.
Além desse produto de prevenção que é distribuído gratuitamente em postos de saúde nos municípios e pelo Governo do Estado, existem as seguintes estratégias para a prevenção da transmissão do HIV: as medidas de prevenção pós-exposição (PEP) e pré-exposição (PrEP), que são medicamentos. 
Esses métodos devem ser procurados sempre que houver relação sexual sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, como em caso de estupro e contato com material perfurante contaminado com material biológico, por exemplo.
Nestas situações, a orientação é ir até a unidade de saúde imediatamente, informar-se sobre a profilaxia pós-exposição (PEP) e fazer o teste.
O Brasil conseguiu evitar 2,5 mil mortes por aids entre os anos de 2014 e 2018. Nos últimos cinco anos, o número de mortes pela doença caiu 22,8%, de 12,5 mil em 2014 para 10,9 mil em 2018. Esses dados são positivos e fazem parte do novo quadro da infecção no Brasil, divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde. Em 2018, estima-se que 900 mil pessoas estavam vivendo com HIV no país. Destas, 135 mil pessoas tem a doença e não sabem.
A notificação para infecção pelo HIV passou a ser obrigatória em 2014, assim como o tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV, independente do comprometimento imunológico. Assim como registrado nos últimos anos, a infecção por HIV cresce mais entre os jovens. Em 2018, 43,9 mil casos novos de HIV foram registrados no país. Por isso, é necessário conscientizar esse público para a prevenção.
Estatística em MT- O registro de infecção pelo HIV entre os jovens aumentou em Mato Grosso; 37,2% dos casos foram detectados entre a faixa etária de 20 a 29 anos de idade. Pessoas do sexo masculino representam o maior percentual, 67,7%.
A infecção pelo vírus HIV teve 921 registros no Estado em 2017. Dados da Vigilância Epidemiológica mostram que em 2018 foram registradas 859 pessoas contaminadas pelo vírus. Neste ano, já são 718 casos de infecção.
Em relação a registros de casos de AIDS, o sexo masculino também lidera o ranking de pessoas com a doença com um total de 63,60%; a faixa etária jovem também é maior em número de casos, com 1.041 registros, entre 20 e 29 anos de idade.
De acordo com o balanço, Mato Grosso registrou em 2017 um total de 454 casos de AIDS. Em 2018 esse número foi de 376 e em 2019 já existem registros de 268 pessoas com AIDS. 
Diferença entre AIDS e HIV- HIV é uma sigla para o vírus da imunodeficiência humana. É o vírus que pode levar à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Ao contrário de outros vírus, o corpo humano não consegue se livrar do HIV. Isso significa que uma vez que você contrai o HIV, você viverá com o vírus para sempre. 
A infecção com o HIV não tem cura, mas tem tratamento e pode evitar que a pessoa chegue ao estágio mais avançado de presença do vírus no organismo.
Diversos estudos científicos comprovam que uma pessoa vivendo com HIV em tratamento e com carga viral indetectável, além de experimentar uma melhor qualidade de vida, tem praticamente zero probabilidade de transmitir o vírus à outra pessoa mostrando a eficácia do tratamento como uma ferramenta de prevenção.
O tratamento à doença está disponível no SUS e é capaz de tornar o vírus HIV indetectável. O desafio é incentivar as pessoas que não se preveniram em algum momento da vida a procurar uma unidade de saúde e realizar o teste rápido e iniciar logo o tratamento.

 

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