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Juiz manda juntar confissão de Silval em processo que apura compra de vaga no TCE
No acordo com PGR, o ex-governador afirma que Sergio Ricardo comprou a vaga de conselheiro por R$ 8 milhões e que Gilmar Fabris e José Riva também tinham interesse em pagar pela cadeira.
11:56   12 de Dezembro, 2019
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RAUL BRADOCK/ Reporter MT

O juiz Bruno D'Oliveira Marques, da Vara Especializada Ação Civil Pública e Ação Popular, acatou o pedido do ex-governador Silval Barbosa para juntar as delações e colaborações premiadas no processo que julga a suposta compra da vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por R$ 8 milhões. A decisão foi proferida no último dia 6.

O ex-governador solicitou a “juntada de prova documental”, consubstanciada nas colaborações premiadas celebradas entre ele e as “autoridades públicas, tanto em âmbito penal (junto à Procuradoria-Geral da República, PGR, homologada pelo Supremo Tribunal Federal, STF), quanto na seara cível (junto à PGJ – Procuradoria-Geral de Justiça), já juntada em outros processos, pelo Ministério Público”.

A delação de Silval, apelidada de ‘monstruosa’ pelo ministro do STF Luiz Fux, pode conter informações relevantes para o processo de julgamento.

“No mais, DEFIRO o pedido formulado na Ref. 405 pelo requerido Silval da Cunha Barbosa, consistente na juntada de prova documental”, decidiu Bruno D’Oliveira.

A denúncia do Ministério Público, em que trata a Ação Civil Pública em questão, aponta que a ‘cadeira’ do TCE foi comprada pelo então deputado Sérgio Ricardo por R$ 8 milhões.

O suposto esquema fraudulento utilizou recursos públicos e teve como operador Gércio Marcelino de Mendonça Júnior (o Júnior Mendonça). Também são réus nesse processo o ex-governador Blairo Maggi (Progressista); o ex-conselheiro Humberto Bosaipo, José Geraldo Riva (ex-presidente da Assembleia Legislativa) e o ex-secretário Éder de Moraes Dias.O esquema de compra de vagas de conselheiro no Tribunal de Contas é citado com dezenas de esquemas, na delação de Silval Barbosa.

 

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