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Adrenalina juvenil
À frente do “The Voice Kids”, André Marques já sonha com programas ao vivo e planeja futuro projeto de culinária
14:24   17 de Janeiro, 2020
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Foto: DIVULGAÇÃO/GLOBO

por Márcio Maio

TV Press

 

Correr riscos pode ser bem instigante. Pelo menos é assim que André Marques pensa, quando o assunto é apresentar um programa ao vivo ou gravado. Aos 40 anos, o niteroiense coleciona experiências variadas em mais de duas décadas dedicadas à carreira na tevê. E não tem dúvidas: não vê a hora de trabalhar, em tempo real, no “The Voice Kids”, da Globo. “No programa ao vivo, a adrenalina é maior. Existem mais riscos de um deslize, é claro. Porém, acho que o resultado sempre será melhor que o gravado”, opina André, que também faz parte do time de apresentadores do “É De Casa”.

Depois de um início marcante na emissora como ator, em algumas das primeiras temporadas de “Malhação”, André reconhece que foi na apresentação que se encontrou profissionalmente. Porém, guarda com extremo carinho a época em que se aventurava na pele do divertido Mocotó da novela adolescente. “Acho que esse é um trabalho que vai ficar para sempre na minha carreira. Já encontrei adolescentes que falaram comigo sobre o Mocotó, porque ouviram da mãe, encontraram vídeos na internet... Daqui a pouco, as avós vão mostrar para os netos”, comenta ele, que agora sonha com um projeto de culinária na televisão.

P – Essa é a quinta temporada do “The Voice Kids”, quarta que você apresenta. Como é voltar, a cada ano, para essa função?

R – A gente pensa que vai ser tudo igual, porque a regra é basicamente a mesma, embora mudem algumas coisas. Mas é sempre novo, porque são outras famílias, participantes, sonhos, esperanças... Você vê aquela criança que está chegando agora, a outra que já está na quinta inscrição, a que veio e passou mal no dia, não conseguiu cantar e teve de voltar depois... Tem as que nunca viajaram de avião e ficam encantadas com esse universo da televisão. Há vários tipos, estilos de crianças ali. Então, é sempre uma nova emoção.

P – Competições musicais quase sempre envolvem bastante uma dose de emoção, com as eliminações. No “The Voice Kids”, são crianças disputando. Como você encara esses momentos?

R – Acontece de eu falar “não, nessa eu não vou chorar”, mas tem hora que não dá. Uma vez, falei que estava apertado para ir ao banheiro. Fui, dei uma choramingada lá e voltei. Olha, se o programa emociona quem faz, mesmo depois de muito tempo, acho que também emociona quem está em casa. A equipe é surpreendida a cada programa. Aquele candidato que você acha que vai arrasar pode chegar lá e não ir tão bem. E outro que a gente nem espera tanto, acha que está nervoso demais, na hora do “valendo” entra e arrebenta. É uma caixinha de surpresas e de muito amor.

P – Nessa temporada, o “The Voice Kids” ganhou dois episódios a mais. De que forma eles foram aproveitados?

R – Estamos com o mesmo número de crianças, mas conseguimos ter um programa a mais de audições às cegas e outro a mais de batalhas. Com isso, vamos conseguir ter mais espaço para explorar ainda melhor os bastidores. Acho que isso também vai contribuir para aumentar a carga de emoção.

P – A televisão é cada vez mais comentada – e, às vezes, criticada – nas redes. Como você lida com isso?

R – Essas coisas já me incomodaram. Mas, se você olhar, 90% dessas contas que agridem na internet, que faltam com respeito, não têm a foto de perfil real. É um ursinho, um peixe, mas não é a cara da pessoa. Como a tecnologia é aberta, todos têm o direito de se manifestar. Comigo não tem muito estresse, mas você fica mais vulnerável. No “É De Casa”, em um sábado, chamei a repórter Mona Lisa Duperron de Monalisa Perrone, que foi uma colega que trabalhou na Globo. Só se falava disso depois. Eu pedi desculpas, expliquei que o nome era muito chique e me confundi (risos). Ela riu, brincou, mas você vai ser sempre mais lembrado pelo seu erro.

P – Foi noticiado que você estaria envolvido em um projeto de culinária para a Globo. Em que pé está?

R – Eu disse para alguém que me ligou, um repórter, que eu tinha vontade e já tinha falado isso para a Globo. Comecei a preparar um piloto em casa para apresentar, mas saiu disseram que eu já tinha apresentado e que o Boninho tinha adorado. Mas não, não tem nada gravado. Sinto o maior apoio da emissora, mas agora não dá. Tem o “É De Casa”, o “The Voice Kids”, enfim, quando tiver uma brecha... É um sonho que eu tenho, no dia em que me falarem para fazer, já tenho uns vídeos feitos em casa para mostrar.

The Voice Kids” - Globo - Domingo, às 12h45.

 

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