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OPINIÃO | Um dia de festa no interior
13:42   24 de Janeiro, 2020
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Numa festança de quermesse de interior o povo se divertia com pipoca, quadrilhas e quentão, olhava as barracas coloridas com bandeirolas de revistas com seus quitutes deliciosos, doces de diversos nomes que até pareciam nomes inventados. Pé de moleque e quebra-queixo são nomes conhecidos, mas beijo de moça e peido de burro, cada nome!
Peido de burro, Tereza nem quis experimentar. Além de nome fedido e feio diziam que dava azar e de azar ninguém gosta. Quanto ao doce chamado de beijo de moça, ou beijo de moço porque por aqui se muda o nome sem mudar de ingredientes nem de paladar, todos adoravam e Tereza mais ainda. Era um doce muito doce, muito doce e muito gostoso feito com batata doce. E Tereza se lembrou daqueles versinhos feito haicai: “tem doce mais doce\que doce feito\ com batata doce”. Desafio danado, só se for doce de melado, doce de açúcar com melado e com leite condensado pra ficar tudo rimado, já que  estava um frio danado, um frio de geladeira, um frio congelado.
Meu velho amigo de república lá da Pamplona na bela Sampa, jornalista\escritor e autor de “Versinhos de Caipira”, em três volumes e que fazem o maior sucesso, escreveria melhor essa crônica, principalmente nessa parte que eu misturo prosa com verso e versos com rima. 
E naquela festança de São João uma figura marcante e que devido à sua marca merece registro era o João Bolão e antes que alguém questione não se trata de bullying, era um apelido carinhoso que demos ao cara mais forte da escola. Forte na inteligência e no diâmetro, era grandão, mas não era gordo e daí se fosse ou mesmo que fosse, se a beleza não está e nunca esteve na forma física.
João Bolão tinha a força do leão e adorava soltar balão e por isso era também conhecido como João Balão. Um dia, todo mundo viu, um balão caiu nas mãos da terra e fez um fogo indescritível. Queimou não apenas as mãos e a face da terra, como também o pulmão e de sobra à saúde das pessoas.
E João Bolão desde aquele dia deixou de soltar balão e deixou de ser João Balão, ficou apenas João Bolão, o que foi comemorado pela torcida do João Bolão Futebol Clube e por todas as torcidas que torcem, sobretudo pela paz. João Bolão foi uma das grandes atrações daquela festança. 
Teria ainda muito a dizer sobre aquela festa boa, reservei, porém esse último parágrafo para lembrar que dia 26 de abril vamos ter que voltar às urnas em Mato Grosso para escolher um novo senador que ocupará a vacância deixada pela juíza Selma Arruda, a juíza conhecida como a “Moro de Saia” que, cujo caixa dois nos levará duas vezes ás urnas nesse 2020.  

 


 

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