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Além de políticos, delação de ex-deputado Riva poderá envolver poder Judiciário e MP
Para escolha do presidente, primeiro-secretário e outros cargos – teriam custado aos mato-grossenses, de acordo com o revelado por Riva, cerca de R$ 38 milhões.
11:41   03 de Fevereiro, 2020
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Reportagem/ MATo Grosso do Norte

Vazamento de trechos da delação do ex-presidente da Assembleia Legislativa, ex-deputado José Geraldo Riva, não causa calafrios apenas no mundo político. Juízes, promotores, procuradores e, principalmente, empresários estão preocupados sobre até que ponto Riva, que foi um dos políticos mais poderosos de Mato Grosso ao se manter por 20 anos como presidente e primeiro-secretário, os dois principais cargos do Legislativo, contou à Justiça.
Em seus depoimentos, Riva teria revelado uma série de esquemas de compra de votos envolvendo governo do Estado a ALMT que duraram 20 anos – o período em que ele esteve no Parlamento – e pode ter desviado mais de R$ 213 milhões dos cofres públicos.
Dinheiro que, segundo o ex-parlamentar, foi distribuído a, pelo menos, 38 deputados.
Para escolha do presidente, primeiro-secretário e outros cargos – teriam custado aos mato-grossenses, de acordo com o revelado por Riva, cerca de R$ 38 milhões.
Outros R$ 175 milhões teriam sido distribuídos aos deputados ao longo de três governos: Dante de Oliveira (1995-2002), Blairo Maggi (2003-2010) e Silval Barbosa (2010-2014).
 O ex- deputado aceitou devolver R$ 50 milhões e entregar muitas provas de desvio de dinheiro público provocado por ele e seus, agora, ex-aliados.
O acordo de delação premiada aguarda homologação do Órgão Especial do Tribunal de Justiça, composto por 13 desembargadores. Marcos Machado é o relator.
Porém, o procurador de Justiça Domingos Sávio, coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), negou que membros do Ministério Público Estadual (MPE) sejam citados no acordo de colaboração premiada do ex-deputado estadual José Riva.
 Riva assinou acordo de colaboração em dezembro passado, junto ao MPE, com assinaturas da procuradora Ana Cristina Bardusco e os promotores de Justiça Roberto Turin e Mauro Zaque. 
  “Na condição de Coordenador do Naco, asseguro que nunca foi firmado qualquer acordo de colaboração premiada no qual o colaborador tenha mencionado ou delatado membros do Ministério Público do Estado de Mato Grosso”, disse Domingos Sávio

 

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