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OPINIÃO | Um pouco de muitas outras coisas
13:00   07 de Fevereiro, 2020
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Por pouco eu quase não escrevo a coluna dessa sexta-feira e não posso alegar nenhum torcicolo ou falta de apetite pelas palavras. Quem já me conhece, que está acostumado com a minha linha de raciocínio e tendências ideológicas, sabe o quanto eu detesto alguns políticos e então, o motivo foi esse e numa ocasião oportuna lhes conto. Mas, enfim, cá estou eu.
Amigo meu e leitor assíduo dessa coluna, veio ter comigo um diálogo franco. Antes, porém, teve aquele momento de massagem no meu ego, que eu não reprovo porque quem disser que não gosta e que reprova ter o ego massageado está mentindo, ele, meio que subtilmente (gostou? Um dos advérbios mais lindos de Portugal), e, retomando, ele, meio que subtilmente, comentou que minhas crônicas carregam o dom da sutileza. Disse-me que em algumas vezes eu vou mais direto ao assunto, em outras, tem que ler e reler o texto várias vezes para entender, de fato, o recado, dado a prolixidade com que a mensagem foi codificada.
Confesso que um dos principais fatores que me levam a escrever, e tenho isto como objetivo, é levar o leitor para uma releitura. Já que eu gasto parte do meu cérebro pensando, cobro essa contrapartida do leitor. Por outro lado concordo, e eu mesmo costumo exemplificar, que dependendo da colocação das palavras, da maneira em que pontuamos frases e períodos, a mensagem pode oferecer um sentido dúbio ou ser decodificada com sentido totalmente contrário daquele pretendido pelo emissor. Veja: “Matar e roubar não são crimes”; “Matar e roubar não, são crimes”. Uma simples vírgula colocada na frase número dois mudou a afirmativa da frase número um.
Acabo de desenhar a lógica do absurdo, o concreto do abstrato. Tudo isso (capacidade adquirida!), sem revelar o sujeito da frase que, aliás, não tem sujeito.
Não foi por acaso que Sir Winston Leonard Spencer Churchill fez-se o grande líder britânico na Segunda Guerra Mundial (1934/1945).  Ele sabia atirar e tinha munição de sobra. Na Primeira Guerra (1914/1918) acumulara a chefia de dois Ministérios: o da Marinha e o das Munições. Ao contrário de um político que está aí nas redes sociais para criticar quem faz, sem nunca ter feito, Churchill, apesar de ter sido um político conservador, tinha bagagem e serviços prestados. Eu só citei Churchill porque me deu uma vontade imensa falar de Churchill. Do Churchill que muitos políticos nem sequer ouviram falar, sequer imaginam quem foi e, no entanto acham que é só querer para entrar na política e ser político e, como a maioria, continuar enganando o povo. Até a próxima sexta-feira.


 

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