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PM reafirma uso de grampos ilegais no Gaeco para prender ex-primeira-dama
O MPE arrolou Gerson como testemunha muito antes dele ser um dos colaboradores do esquema de escutas ilegais em Mato Grosso que existiu no governo Pedro Taques
22:32   13 de Fevereiro, 2020
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Gazeta Digital

Em novo depoimento à Justiça, o cabo da Polícia Militar, Gerson Corrêa, voltou a afirmar que o esquema, conhecido como barriga de aluguel, foi usado para prender a ex-primeira-dama de Mato Grosso, Roseli Barbosa, esposa do ex-governador Silval Barbosa (sem partido).

O cabo foi arrolado como testemunha pelo Ministério Público Estadual. Porém, ele mirou o depoimento, justamente, no MPE. Disse que o promotores do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco)  sabiam que a operação Ouro de Tolo, responsável por prender a ex-primeira-dama, contava com o esquema barriga de aluguel. 

O MPE arrolou Gerson como testemunha muito antes dele ser um dos colaboradores do esquema de escutas ilegais em Mato Grosso que existiu no governo Pedro Taques (PSDB), conhecido como grampolândia pantaneira. 

"Sem nenhuma dúvida houve barriga de aluguel nas operações Arqueiro e Ouro de Tolo", lembrando que as ordens eram dos promotores que atuavam no Gaeco Marco Aurelio e Samuel Frungilo.

A defesa da ex-primeira-dama perguntou sobre manipulaçãoo de aúdios e vídeos em operação do Gaeco e uma auditoria falsa no Sistema Guardião. Sobre a auditoria no sistema de escutas, o cabo diz que o MPE nunca fez e que as irregularidades seria a inserção de números de outros alvos em processos diferentes. Essa prática, segundo ele, tinha anuência de promotores de justiça, afirma Gerson.

Gerson voltou a falar da operação Ouro de Tolo, sobre o vazamento dos aúdios de Silval Barbosa e do desembargador Marcos Machado e da conversa de Silval e com o então vice-presidente Michel Temer (MDB).

"De fato isso ocorreu na operação Ouro de Tolo, para causar um estardalhaço na imprensa", afirmou em depoimento.

Segundo Gerson, assim como no esquema da grampolândia, as decisões para interceptações eram do município de Cárceres. "Eu pedi as informações telefônicas da familia Silval Barbosa com base na decisao de Cáceres. Tudo isso com anuência dos promotores do Gaeco", disse.

O juiz Jorge Tadeu diz ser importante essas informações e pediu para ele citar os promotores que sabiam das irregularidades. Gerson voltou a repetir os nomes de Marco Aurélio de Castro e Samuel Frungilo.

 


 

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