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SOLANGE GOMES CONTA COMO PERDEU 18 KG, SUPEROU A SÍNDROME DO PÂNICO E A CRISE DE ANSIEDADE
Durante os últimos 4 anos fui convencida por um psiquiatra de que não deveria tomar inibidores de apetite. Obedeci. Mas, então, começaram os problemas para perder peso
15:35   20 de Fevereiro, 2020
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Jornal Extra

Fotos: Léo Cordeiro

Solange Gomes celebra a boa fase — por dentro e por fora. Aos 45 anos, ela se recupera das crises de ansiedade e até de síndrome do pânico, que começaram em 2016. Consequência do momento atribulado que enfrentava à época: deixou a Porto da Pedra, escola em que ocupava o posto de rainha de bateria, além de problemas no recebimento da pensão de sua filha. Precisou parar com os inibidores de apetite e acabou engordando 20 quilos. A volta por cima, após um acompanhamento multidisciplinar, começou em 2019.

Em cinco meses — apesar de uma leve recaída quando soube da morte do apresentador Gugu Liberato, quando descontou a ansiedade na comida — ela está renovada e estimulada a ficar ainda melhor. Ainda não será dessa vez que participará dos desfiles de carnaval, mas isso não quer dizer que ela não "dará pinta" nos dias de folia.

Abaixo, Solange narra a sua jornada desde a época das crises até sua redenção:

"Em 2016, desenvolvi a crise de ansiedade e cheguei a ter a síndrome do pânico. Comecei a tomar remédios para controlar. Na verdade, ainda tomo antidepressivo, pois não estou curada. Mas está bem controlada.

Durante os últimos 4 anos fui convencida por um psiquiatra de que não deveria tomar inibidores de apetite. Obedeci. Mas, então, começaram os problemas para perder peso. Só engordava; tudo de fundo emocional: estresse grande e atrasos constantes da pensão alimentícia da minha filha. Preocupações em criar uma filha, formar, orientar... fazer tudo sozinha.

Quando algo não dava certo, corria para comer e beber chopp, era uma 'alegria' momentânea. Ganhei 20 kg. Dava entrevistas e não as assistia. Achava-me feia, mas não falava isso para ninguém. Tinha vergonha e medo de não conseguir emagrecer. Amigos me diziam que era mais difícil na minha idade, e é.

Fui, então, apresentada à uma equipe que foi essencial para o meu emagrecimento, uma endocrinologista e um coach. Com eles, meus medos acabaram. Deram-me coragem até para voltar a tomar um inibidor de apetite. Mais fraco, é verdade, mas que ajudou a controlar a fome. Iniciamos a dieta low carb — faço até hoje: não como mais pão, faço aeróbico, jejum intermitente... Tudo com muito foco!

Cheguei a pesar 87 kg. Esse foi o ponto de partida de todo esse processo, que começou em setembro de 2019. Perdi 5 kg no primeiro mês. Com a morte do Gugu, no entanto, comi doces escondida, estava muito mal, ansiosa, triste... Fiquei 1 mês sem perder peso algum.

Nesta quinta-feira, completo 5 meses nessa jornada, e estou muito feliz com meu corpo. voltei a usar todas minhas roupas e me desfiz de tudo da fase ruim, quando estava acima do peso. Só vestidos largos. Não usava short há 4 anos.

Hoje estou comemorando a perda de 18 kg, cheguei a 69 kg, mas já avisei a minha equipe que quero perder mais quatro. Minha nova meta. O fato de ter que enviar o peso a cada 15 dias me estimulou, não podia fazer vergonha.

Decidi emagrecer por mim mesma, não teve motivo algum, nem namorado, nem trabalho nem carnaval. Aliás, pensei em retornar esse ano, mas achei que não estaria no peso ideal, e ainda não estou para desfilar, só pra dar pinta.

(Sobre a Porto da Pedra) ainda tenho muita mágoa, não perdoei, o presidente não quis ouvir minha versão, não me chamou para conversar, acreditou no que falaram para ele. Acho que foi conivente com o que sofri: fui vítima de assédio sexual e moral lá, além de bullying por parte de integrantes que caíram na lábia do diretor que praticou o assédio contra mim e eu não cedi. O cara não conseguiu transar comigo, e ficou com raiva. Subia no palco, mandava que eu descesse, barrava no camarote, até que explodi e mandei o vice tomar no c#. No dia seguinte, me destituíram do cargo de rainha da escola."

 

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