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OPINIÃO | Um querer saber para se dar bem
13:17   06 de Março, 2020
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E passado o período do carnaval eis que a folia continua. Segue o carnaval dos políticos, onde só o povo é quem dança. Reis momos saem de sena dando lugar a outros reis, os reis da malandragem e da enganação que ao invés de lantejoulas e paetês desfilam de terno e gravata na comissão de frente. 
Saem o barulho gostoso dos trios elétricos para a entrada de outros trios e quadrilhas e no comando não mais os blocos da preta, do branco na alegria da madrugada dos galos no pelourinho de Olodum. Em sena os blocos dos alcolumbres, dos maias, dos toffolis, dos moros e dos guedes no tabuleiro desenhado na grande avenida Brasil. 
Enquanto nos estados dos que mandam nos otários que obedecem segue a briga entre os do partido democrata para a escolha daquele que enfrentará o big brother republicano Trump no paredão do bate\volta, por aqui o reality show é outro. E por falar em big brother soube que a votação para a última eliminação dentre os brothers end sisters superou a quatrocentos milhões, quase o dobro da população brasileira e muito mais que o dobro dos votos necessários para eleger um presidente da república.    
Mas agora, diferentemente dos “isteites” nesse 2020, no Brasil o sufrágio será para prefeito e vereadores dos municípios, de todos eles, inclusive o de Alta Floresta onde já começou o jogo da discórdia e a troca de farpas entre os concorrentes enquanto na geral se vive um período atípico, a enxada do capineiro e o bisturi do médico cirurgião se misturam e se confundem no saber do quem faz e do quem pode no fazer do Poder. É algo assim, como diria aquela adolescente das sandálias de correias brancas e cabelos encaracolados, é algo simplesmente surreal.
 As pessoas não mais se cumprimentam com o “como vai? tudo bem com a sua família? Sua mãe melhorou daquelas dores nas pernas?”. Agora o papo é direto: “Como tá o babado da política? quem leva essa? e os candidatos, quem são? e você está com quem?” Uns querem saber, precisam saber, para garantir uns trocos ou o emprego para um parente ou para si próprio, afinal eleições é para isso, para se garantir. A cidade, a saúde, a escola do filho discute-se depois, agora é a hora do venha a nós esse teu reino. Na geral, nas cadeiras ou nos camarotes Vips, o pensamento e o grito do eu quero é me dar bem é uníssono. Outros querem saber, não simplesmente pelo fato de que precisam saber e sim para se pousar de quem se preocupa com os destinos do município ou simplesmente para não pousar de ignorante na questão sucessor de Asiel Bezerra. 


 

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