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OPINIÃO | Um retrato da irresponsabilidade
13:08   27 de Março, 2020
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“Na política e na vida, a ignorância não é uma virtude”. Atribuída ao ex-presidente americano Barack Obama, a frase foi repetida na última quarta-feira pelo médico, pecuarista e atualmente governador do estado de Goiás, Ronaldo Caiado.
Mas, como tudo tem um precedente, o precedente foi o pronunciamento, em cadeia nacional, do senhor Jair Bolsonaro na noite da última terça-feira. Num desastroso FEBEAPA (Festival de Besteiras que Assola o País) como diria Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo do saudoso Sérgio Porto, o “chefe” da nação se valeu do espaço para despejar sua insanidade mental contra decisões de governadores, seguidas por prefeitos que seguem orientações do próprio Ministério da Saúde, para que a população fique em casa, o ódio do presidente contra setores da imprensa por informar a população da real situação do COVID (sigla para a Corona Vírus Doença, ou Doença do Coronavírus) no mundo e sugerir o retorno das crianças às escolas. 
Caiado foi presidente da União Democrática Ruralista (UDR), deputado federal, semeador e agora governador de Goiás. Considerado o maior apoiador de Bolsonaro dentre os governadores de Estados, Caiado sempre representou a linha de frende da direita brasileira. Mas, por conta daquele infeliz pronunciamento do presidente, anunciou rompimento com o chefe do governo federal.
Após a fala do presidente choveu protestos e críticas de todos os lados. Críticas de profissionais de Saúde, merecedores dos nossos agradecimentos pela total dedicação nesse momento de pandemia, críticas oriundas de políticos e de brasileiros em geral, representados por políticos de bom senso como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ou o governador do Piauí que assim se manifestou em relação à fala presidencial: “Aqui no Piauí a vida tem valor”.
Quando o mundo todo ou ao menos 156 países adotaram medidas de isolamento social, para conter o vírus, com o recolhimento de todos em suas casas, seguindo orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) os presidentes brasileiro e americano, de pensamentos parecidos, vão à contramão daquilo que seria o mais sensato. Felizmente, contrariando esses pensamentos voltados apenas para o salvamento da economia esquecendo-se do salvar vidas, as recomendações da OMS continuam sendo seguidas.
No Brasil tudo começou em 26 de fevereiro com o primeiro resultado positivo na cidade de São Paulo onde, alguns dias depois se registrou a primeira morte. Hoje temos mais de 20 mil mortes no mundo e (dados de ontem) mais de 70 no Brasil com aproximadamente três mil contaminados.  Ultimo recado: quem puder, fique em casa.


 

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