Jornal MT Norte
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Tradição moderna
Série especial XTribute da retrô Yamaha XSR 700 presta homenagem à clássica XT500 da década de 1970
13:35   01 de Abril, 2020
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Foto: DIVULGAÇÃO

por Matteo Pozzi

Infomotori.com/Itália

A naked MT-07 é a única motocicleta média-grande da Yamaha no Brasil. Mas isso é, na verdade, uma estratégia que a marca japonesa adota por aqui. Afinal, o mesmo motor bicilíndrico de 689 cm³ e 74,8 cv que anima a esportiva empurra outros três modelos na Europa: além da MT-07, está na Ténéré 700, na gran turismo Tracer 700 e na retrô XSR700. A Ténéré 700, ou T7, é a mais aguardada no mercado brasileiro. Afinal, é a substituta natural da saudosa XT660, que saiu de cena há dois anos. Mas são os outros dois modelos, Tracer 700 e XSR 700, que seriam mais simples de serem produzidas em Manaus. Afinal, enquanto a T7 usa um chassi de berço duplo, a Tracer e a XSR usam o mesmo chassi tipo diamante da MT. E a XSR, que segue o conceito scrambler, tem encontrado uma boa receptividade no mercado europeu. Tanto que escolheu o modelo para fazer uma homenagem ao modelo XT500, que rendeu um enorme prestígio à Yamaha na década de 1970, com a série especial XTribute.

Uma série especial sempre tem seu charme, mas uma que lembra a lendária XT500 ganha ainda mais poder de atração. O modelo nasceu há mais de 40 anos e entre 1976 e 1989 alcançou sucesso absoluto, tornando-se uma das motocicletas mais icônicas de toda a história da Casa de Iwata, onde fica a sede da Yamaha. Esta XSR 700 XTribute traz detalhes que remetem à XT500, com o lendário tanque prata, para-lamas brancos, rodas douradas, fole cobrindo os telescópicos, capas de pisca cor laranja e escapamento com saída elevada. De resto, a moto tem a mesma base técnica.  um guidão mais amplo e banco de uma só altura.

Com estes elementos, a alteração na imagem da XSR normal de série já é imediatamente perceptível. Mas também existem outros detalhes para reforçar o estilo de mistura vintage. O guidão, com uma barra transversal de reforço, é mais amplo, as alavancas são pintadas de preto e o novo banco que lembra o estilo da ancestral dos anos 1970 e ostenta a expressão “XSR XTribute” na parte posterior. A mesma identificação está adesivada no alto do tanque, de forma discreta. O escapamento elevado 2 em 1 da Akrapovic, um opcional de 1.500 euros – ou R$ 8,4 mil – completa o quadro, tanto pela beleza quanto pelo som que projeta para o propulsor bicilíndrico.

A XSR 700 foi uma excelente base para o projeto porque oferece um visual vintage, misturado com detalhes modernos. Uma estética bastante minimalista, que deixa a mecânica à vista, mas com discretos acabamentos em preto total, misturados com elementos como o pequeno grupo óptico traseiro circular, em led ou o painel de instrumentos, também circular e tecnológico, dado que é em LCD. O preço desta série especial XSR 700 XTribute é de 8.490 euros – ou R$ 47 mil ‑, contra 7.690 – R$ 42,8 mil da XSR normal. Caso fosse vendida no Brasil, o valor do modelo ficaria um pouco abaixo desses números, já que a MT-07 chega ao mercado por R$ 36 mil.

 


 

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