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08:41   27 de Abril, 2015 - Fonte: Jornal Mato Grosso do Norte

por Caroline Borges

TV Press

      André Bankoff traça uma busca constante para seus papéis extrapolarem o óbvio. E não é à toa que o ator natural de Americana, São Paulo, vê no mau caráter Pedro, de "Babilônia", uma chance para aliar um bom enredo e a visibilidade do horário nobre. Na trama de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, André vive o ambicioso amante de Beatriz, interpretada por Glória Pires, e o principal aliado da vilã em seus golpes e desvios de dinheiro na construtora que ambienta a história. "A repercussão da faixa das nove é muito maior. Estou contracenando com a protagonista da história. Isso faz com que o público me veja mais e os caminhos do personagem sejam mais interessantes", explica.

      Aos 14 anos, André iniciou sua carreira na publicidade. E, logo depois, passou a frequentar aulas de teatro. Na Globo, atuou na minissérie "Mad Maria" e na novela ''Bang Bang", ambas em 2005. Mas foi durante seu período na Record que o ator estreitou os laços com a tevê, onde ficou até 2010, quando participou de "Poder Paralelo". Em 2011, voltou para a Globo para integrar o elenco de "Morde & Assopra". ''Nunca tive pressa ou ansiedade para fazer tevê. Tudo aconteceu de forma natural. Um trabalho acaba puxando outro", ressalta.

P – "Babilônia" é sua primeira novela das nove. Você sente maior pressão ou responsabilidade por ser um dos horários mais visados da emissora?

R – Não. O comprometimento é o mesmo com qualquer trabalho. Meu foco é desempenhar o meu melhor. Mas é claro que a visibilidade do horário é muito maior. Dividir cena com a Glória Pires também torna tudo mais interessante. Ela é uma grande artista.

P – Quais foram suas referências para compor o Pedro?

R – Investi bastante nesse lado ambicioso e essa gana para subir na vida e ter poder. Para isso, peguei referências de filmes como "O Lobo de Wall Street" e ''Senhores do Crime". Quis construir um cara de poucos sorrisos, bastante sério e focado em seus objetivos.

P – A partir das suas feições clássicas, você pensou que seu biótipo podia limitar seus papéis na tevê?

R – Nunca. Quero fazer um bom trabalho e que o público acredite na minha história. Essa ideia do estereótipo é muito comum no Brasil. Lá fora, o loiro de olho azul faz o bandido, o vilão, o James Bond, qualquer coisa. Aqui, é sempre o mocinho. É importante ampliar o leque de personagens. Mas isso é uma busca do ator. Não se repetir em cena é muito importante.

P – Você conta com papéis de destaque na Record, como em "Bicho do Mato'' e ''Amor e Intrigas''. Após quatro anos na emissora, o que o levou a não renovar seu contrato?

R – Queria conhecer outros formatos e me arriscar mais no teatro e no cinema. Tinha o conforto de um contrato fixo, mas queria ir além. Estava fazendo apenas novelas. Depois que saí da Record, fui estudar nos Estados Unidos e investi em outras áreas. Meu repertório como ator cresceu muito.

P – Como assim?

R – Agora, sei que posso caminhar nas mais diversas linguagens com maior tranquilidade. Minha relação com os palcos é totalmente diferente. Me sinto mais maduro para jogar com a plateia e entender suas reações. Faço o meu monólogo, "Não Existe Mulher Difícil", e interpreto 13 personagens diferentes. Já estou no meu segundo longa e tenho um projeto para dirigir uma série infantil. Estou sabendo dividir bem meu tempo entre tevê, teatro e cinema.

 

"Babilônia'' – Globo – de segunda a sábado, às 21:20 horas.

 
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