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Veia experimental
11:04   04 de Maio, 2015 - Fonte: Jornal Mato Grosso do Norte

por Geraldo Bessa

TV Press

      Sem anseios de estreia e comparações, Dan Stulbach começa a se sentir mais confortável dentro do terno que usa no "CQC", da Band. "É uma emoção diferente de estar no ar com uma novela. As pessoas olham de maneira mais real. Não é um personagem, sou eu. Isso muda muita coisa. Aos poucos, a gente vai relaxando e curtindo a experiência", garante. Substituindo Marcelo Tas como âncora do programa, ele se sente cada vez mais motivado em criar a sua imagem perante o público e evidenciar suas diferenças. O próximo passo é ir para as ruas como repórter. "Isso foi conversado com a direção da Band. O 'CQC' é um formato fechado, mas temos a liberdade de mexer um pouco no esquema de produção. Eu vou gostar muito", ressalta.

      Natural de São Paulo e "cria" do teatro alternativo local, Dan demorou a engrenar na tevê. A estreia foi com um pequeno papel em "O Amor Está no Ar", novela exibida pela Globo em 1997. Já o reconhecimento do público só chegou em 2002, quando deu vida ao agressivo Marcos de "Mulheres Apaixonadas". A partir daí, além do posto de galã, Dan também começou a exercitar seu lado apresentador, seja na frequência da rádio CBN, no "Saia Justa", do GNT, ou como substituto no "Encontro com Fátima Bernardes". "Essas experiências chamaram a atenção da direção da Band. Nunca vou largar a atuação, mas confesso que estou bem feliz em ter a chance de estar num projeto como o 'CQC'", valoriza.

P – Você está envolvido no projeto de renovação do "CQC" desde o ano passado. Depois de quase dois meses da estreia, qual o balanço que você faz da sua relação com o programa e com o público?

R –  A melhor possível. Aos poucos, venho encontrando o meu modo de trabalhar. Ninguém me disse que seria fácil no início e ainda estamos caminhando. Acho que os integrantes estão em sintonia e o programa nunca esteve tão quente, tão em cima do que está acontecendo. Estar na Band também é muito estimulante.

P – Qual o diferencial da emissora?

R O que faz da Band um bom local de se trabalhar é a liberdade e o diálogo que a gente mantém com os chefes diretos. Desde o início, quando me procuraram para o "CQC", todos sabiam que eu tinha outros projetos, como a direção do Teatro Eva Herz, meu compromisso com a rádio CBN e a minha vontade em continuar no GNT. Tudo isso foi respeitado. No GNT não deu pra ficar por conta de conflitos na minha agenda. Tenho muito carinho pelo canal. Mas agora meus objetivos estão concentrados na Band.

P – Os possíveis investimentos da emissora na área de teledramaturgia justificam esse foco?

R – É um desejo meu e algo que apresentei ao Diego (Guebel, diretor executivo da emissora). Ele ficou empolgado, pois faz muito tempo que a Band não investe em teledramaturgia e é um setor que vem crescendo com o desenvolvimento de excelentes produtoras. A forma como isso será produzido, os textos e as ideias ainda estão em fase embrionária, mas acredito que seja um desejo da Band entrar no mercado de novo.

P – Você já sente alguma saudade de atuar na televisão?

R – Não tive nem tempo de sentir saudades dos estúdios. Mas nesse caso, é porque fiz há pouco o filme novo do Hector Babenco, onde tive o prazer de contracenar com o Willem Defoe. O longa se chama "Meu Amigo Hindu", as cenas são todas em inglês e tem previsão de estreia para 2016. Estou fazendo a peça "Meu Deus", ao lado da Irene Ravache, e tenho planos de dirigir no teatro. Agora tenho mais tempo para isso. Meu horário está bem mais fácil. Não larguei meu contrato com a Globo porque estava entediado ou cansado. Adorei tudo o que a emissora me proporcionou e valorizo isso. Se hoje eu tenho essa abertura com o grande público, foi a partir dos trabalhos que fiz lá. Foi onde aprendi a ser o profissional que sou hoje.

P – Como assim?

R – Uma das coisas mais interessantes que aprendi em televisão foi segurar a emoção e usar na hora certa. Uma vez, durante as primeiras gravações de "Mulheres Apaixonadas", eu tinha de olhar nos olhos da Helena Ranaldi e apertar o braço dela. A minha intenção naquela cena era de uma agressividade muito específica. Estava tremendamente concentrado, mas deu um problema técnico no estúdio e tudo teve de parar. Eu fiquei imóvel, pensando na minha vida, em o quanto aquela chance era importante, e focado para não perder a emoção. Naquele momento, vi que a minha carreira poderia mudar.

 

"CQC" – Band, segundas, às 22:45 horas.

 
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