Jornal MT Norte
Publicidade
Produtores de madeira requerem prorrogação no prazo dos projetos de manejo
Sem crédito e com vendas paradas, setor requer que as Autexs sejam renovadas automaticamente
12:40   22 de Maio, 2020
70a30790a5ae9edced1d2c3a28dd040f.jpg

Assessoria 

Produtores de madeira brasileira estão pleiteando a prorrogação do prazo de exploração em manejos e projetos licenciados devido à crise decorrente da pandemia do coronavírus. A estimativa do setor é que a comercialização de madeira registre uma queda de até 60% neste ano, inviabilizando a retirada dos produtos durante a safra de 2020, que teve início em maio.
Com a diminuição do período chuvoso, começa a colheita da madeira nas florestas tropicais, oriundas de áreas de manejo ou de projetos autorizados pelos órgãos competentes. O pico da safra geralmente ocorre entre os meses de junho e agosto, quando o índice pluviométrico é menor e permite a exploração da madeira e transporte com segurança.
Porém, com a queda nas vendas e incertezas do mercado, muitos produtores vão reduzir a colheita ou até mesmo suspender para evitar mais prejuízos econômicos. De acordo com o presidente do Fórum Nacional de Atividades de Base Florestal (FNFB), Frank Rogieri, como a madeira é perecível, os produtores não vão explorar os projetos em sua totalidade para evitar perda de produto nos pátios. 
“Entramos na safra com uma insegurança muito grande devido às incertezas no mercado interno e externo. Por isso estamos requerendo a prorrogação dos prazos para que os produtores possam explorar a madeira já licenciada na próxima safra. Estes produtos têm autorização de todos os órgãos fiscalizadores para serem retirados conforme o manejo ”, explica o presidente do FNFB.
O Fórum Nacional apresentou ao Ministério do Meio Ambiente um ofício destacando a importância da dilação de prazo das Autorizações Florestais de Exploração (Autex). Geralmente a autorização tem validade de um ano podendo ser renovado por mais um, sendo que em alguns estados este prazo é de dois anos, porém sem prorrogação. 
“Como algumas empresas já estão no último período de exploração, não vão conseguir executar os projetos em sua totalidade. Por isso estamos solicitando, em caráter especial, que os manejos sejam prorrogados automaticamente”, explica Frank Rogieri.
CRÉDITO - Como o setor não possui linhas de crédito específicas, o presidente do FNFB diz que a retomada dos negócios para o setor pode ser ainda mais lenta, o que dificulta a manutenção das operações nas indústrias e dos projetos de manejo. “Estamos reivindicando abertura de crédito para o setor madeireiro que emprega muitas pessoas e movimenta a economia da região norte do país. Sem esses recursos, muitos não terão como retomar as atividades quando as vendas forem normalizadas”, afirma o presidente.

CERTIFICAÇÃO – O setor organizado de base florestal atua em acordo com a legislação  e cumpre todas as exigências ambientais e sociais, retirando madeira somente das áreas de manejo devidamente licenciadas. Desta forma, o setor contribui para a renovação sustentável da floresta, para a geração de emprego e renda das famílias e com o desenvolvimento da região norte do país.


 

Compartilhe nas redes sociais

COMENTÁRIOS
© Copyright 2014 Jornal Mato Grosso do Norte