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Diagnóstico precoce da artrite reumatóide ajuda no controle da doença
09:31   07 de Maio, 2015

No Brasil, 1,5 milhão de pessoas sofrem de artrite reumatoide – doença autoimune e inflamatória que pode atingir cartilagens, ligamentos e ossos, causando sua destruição ao longo dos anos.

De origem desconhecida, a artrite reumatoide geralmente é causada pela combinação da predisposição genética com fatores ambientais. Disso resulta uma resposta autoimune contra os tecidos sinoviais, que recobrem tendões, articulações e bursas, provocando aumento de tamanho e inflamação que acabará destruindo cartilagem e o osso subcondral. De acordo com Edson Sato, médico radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo, a ressonância magnética das extremidades torna-se um aliado importante na avaliação das pequenas articulações que costumam ser comprometidas pela artrite reumatoide.

 “O ideal é realizar a ressonância magnética em equipamento especificamente para extremidades. Numa cadeira reclinável, inserindo apenas a área anatômica de interesse no equipamento, o exame se torna mais simples, ágil e o paciente sente-se mais tranquilo ao saber que não precisará ficar deitado em um espaço restrito – o que é particularmente importante em casos de claustrofobia. Outra vantagem é que o paciente infantil ou idoso pode ser acompanhado por um familiar o tempo todo”, diz o especialista em radiologia do sistema musculoesquelético. 

  Sato afirma que os sintomas iniciais da doença geralmente comprometem os punhos e as mãos, num padrão simétrico e de distribuição proximal.  Mas os pés e grandes articulações também podem ser acometidos pela doença que, tardiamente, pode atingir ainda outras estruturas e sistemas, como pulmões, sistema cardiovascular, pele e olhos. “As manifestações musculoesqueléticas são dominantes e as mais precoces na artrite reumatoide. Devido a essas peculiaridades, os exames de ressonância magnética são particularmente sensíveis no diagnóstico precoce da doença. Os achados incluem espessamento sinovial, formação de pannus (tecido inflamatório crônico sinovial), afilamento das cartilagens, cistos e erosões subcondrais, edema ósseo periarticular e derrame articular”.

 O médico ainda chama atenção para os sintomas mais comuns da artrite reumatoide e que indicam necessidade de buscar ajuda especializada: dores generalizadas, cansaço, indisposição, rigidez matinal; aumento de partes moles, inchaço das articulações das mãos e punhos, geralmente simétricos; nódulos reumatoides (localizados debaixo da pele, principalmente em áreas de apoio). “Esses sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, sendo sempre importante que o paciente procure um reumatologista para conduzir ao diagnóstico e tratamento corretos”.

 

Fonte: Dr. Edson Sato, médico radiologista, especialista em Radiologia do Sistema Musculoesquelético do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB) www.cdb.com.br

 

 

 

 
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