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Cadeia de Alta Floresta se transforma em preocupação para Sindicato de agentes
Após a morte de 2 detentos, 7 presos contaminados são postos em liberdade
10:17   01 de Junho, 2020
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

A cadeia pública de Alta Floresta se transformou na maior preocupação para as autoridades e instituições ligadas ao sistema prisional de Mato Grosso. O Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindspen) está preocupado com a segurança dos agentes e está cobrando medidas para protegê-los e evitar um surto do vírus no sistema.
O sinal de alerta na cadeia de Alta Floresta foi intensificado com a morte, do reeducando Antônio Machado de Jesus, de 76, que havia testado positivo para covid-19, e que estava internado no hospital regional. A segunda morte de reeducando em Alta Floresta, ocorreu na noite de quinta-feira. Otávio Lindolfo da Silva, de 79 anos, que também estava internado no hospital, morreu vítima da doença. Ele era de Carlinda e havia matado a própria esposa, Cacilda Maria da Silva, de 75 anos, em março de 2917. 
Com a confirmação de que mais 7 presos em Alta Floresta foram testados positivos com a covid-19, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) informou que uma nova enfermaria será instalada na Cadeia Pública e uma enfermeira será enviada para Alta Floresta, por um período de 30 dias, para cuidar da saúde dos presos e dos policiais penais.
Conforme a Secretaria de Segurança Pública, a situação dos policiais que atuam no sistema prisional, principalmente em Alta Floresta, é muito preocupante. Entre policiais militares, polícia técnica, Bombeiros e demais profissionais, 127 estão afastados com suspeitas da doença e 26 casos foram confirmados. 
Segundo a presidente do Sindspen, Jacira Maria da Costa, a situação em Alta Floresta está sendo monitorada e serão encaminhados reforços de policiais penais à unidade. Além disso, afirmou também que serão levados Equipamentos de proteção individual (EPIs) que serão destinados a todos os servidores que trabalham no local.
“A cadeia de Alta Floresta é maior preocupação do Sindicato no momento. 10 policiais penais foram enviados para a unidade, para atuar junto com uma equipe da saúde na triagem dos presos. É uma unidade que não conta com ala de atendimento médico. Se a doença sair do controle será uma tragédia anunciada”, disse Jacira Maria da Costa.
O enfermeiro Sidney Leal, da secretaria de Saúde de Alta Floresta, que faz parte da equipe de enfrentamento do coronavírus no município, afirmou em uma entrevista, que 70 por centos dos casos positivos de covid-19 em Alta Floresta, tem origem de contaminação na cadeia pública. 
Em liberdade- o secretário de Saúde, Marcelo Costa, informou a imprensa, que na sexta-feira, 9 detentos da cadeia de Alta Floresta foram postos em liberdade. Destes, 7 estão contaminados com covid-19, sendo 4 de Alta Floresta, um de Nova Monde Verde, um de Carlinda e um de Paranaíta, que está internado no hospital regional, na fase moderada da doença.

Também na sexta-feira, o prefeito Asiel Bezerra assinou um decreto, estendendo a suspensão das aulas nas redes públicas e particular, no ensino básico, médio e superior, até no dia 31 do mês 7. 

Outras determinações da prefeitura municipal, com relação a prevenção a pandemia, conforme o enfermeiro Sidney Leal, são com relação ao uso de máscara para pessoas que foram contaminadas e que se recuperaram, e o isolamento social.
 “Quem já se recuperou tem que usar a máscara. Não tem estudo cientifico comprovado que estas pessoas estão imunizadas. E com relação a quem descumprir o isolamento, a policia vai prender”, assegura.  


 

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