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Moto Mundo: Leveza sustentável
Com apenas 150 kg, Panigale Superleggera V4 é a moto de série mais poderosa e tecnológica já feita pela DucatiPOR LUIS HERNANDEZ AUTOCOSMOS.COM/MÉXICO EXCLUSIVO NO BRASIL PARA AUTO PRESS Devido ao seu tamanho compacto e peso leve, as motocicletas oferecem uma excepcional relação peso/potência, especialmente as superesportivas, que enfrentam todo um trabalho para a redução de massa. A Ducati Panigale Superleggera V4 levou este conceito ao extremo. Esta nova criação da Ducati, com uma produção limitada a 500 unidades numeradas, destaca-se pela enorme quantidade de potência, bem superior em números absoluto que os quilogramas que ele tem de acelerar. São apenas 152,2 kg, com o opcional kit Racing, para uma potência de 234 cv – 20 kg a menos e 20 cv a mais que a Panigale normal –, gerada pelo mesmo motor V4 de 998 cm³, que recebe nesta versão uma configuração ainda mais agressiva. Cada cv esporte por apenas 650 gramas! Só para dar uma ideia: o Volkswagen Golf GTI, um símbolo de esportividade no mundo automotivo, tem uma potência de 230 cv e pesa exatos 1.386 kg, na versão com dupla embreagem. Isso dá uma relação peso/potência de 6,02 kg/cv, ou quase 10 vezes pior que o modelo da Ducati. Além de sua força, a Ducati tornou esta motocicleta altamente tecnológica. No início, é a única moto de rua legal do mundo com estrutura de rolamento e de chassi (quadro, subchassi, balança e rodas) feita de material composto. O uso destes componentes gerou uma redução de peso de 6,7 kg. Para garantir os padrões de qualidade e segurança, esses componentes foram testados, utilizando as técnicas da indústria aeroespacial, como termografia, inspeções por ultrassom e tomografia. Da mesma forma, as dimensões do chassi foram modificadas para otimizar o curso da suspensão traseira, aumentando o comprimento do monobraço. O resultado geral é um poder de desaceleração incomparável e um desempenho impressionantes nas curvas. Além desta solução na parte estrutural, a Superleggera V4 contém muitos outros componentes feitos de fibra de carbono, moldados em formas aerodinâmicas avançadas. Estes incluem a carenagem, que garante um nível de eficiência aerodinâmica. E como não tem limitações de regulamento, o modelo até excede o coeficiente aerodinâmico das motos atuais do Campeonato Mundial de MotoGP. Apenas as asas que brotam nas laterais da carenagem do motor, inspiradas na Ducati que correu o MotoGP em 2016, podem garantir um aumento no downforce de 50 kg a 270 km/h. O sistema de escape colabora de forma fundamental com este alto desempenho. Na configuração normal da Panigale, o motor entrega 214 cv, que sobe para 234 cv quando equipado com escapamento de titânio Akrapovic, que exige um mapeamento específico para ganhar desempenho. Este escapamento, no entanto, não é homologado para as ruas, como também ocorre com o kit racing, que tira 7 kg em acessórios “dispensáveis” durante o uso exclusivamente em pista. Para andar nas ruas, o peso normal sobe para 159 kg e a potência cai para 224 cv. Outros elementos a destacar desta motocicleta são a suspensão de alumínio e titânio e o sistema de freio da Brembo. A Panigale Superleggera V4 conta ainda com um pacote eletrônico de segunda geração, o Evo 2, com controle de tração, quick shift para subir e descer as marchas, e ainda três modos normais de condução: Race A, Race B e Sport. Além desses três, há ainda outros cinco Riding Modes adicionais para serem personalizados pelo piloto – que pode preferir um ou outro, dependendo da pista. O computador de bordo ainda oferece cronometragem de tempo de volta, com marcação de até cinco medições intermediárias. Os compradores da Ducati Panigale Superleggera V4 terão direito a acompanhar eventos específicos, chamados de SBK Experience, com a chance de pilotar a Panigale V4 R, que compete no Campeonato Mundial de SuperBike. Mas, obviamente, tudo tem seu preço. A princípio, a Ducati do Brasil havia definido o valor de R$ 700 mil para cada uma das unidades da Superleggera V4, mas o número definitivo depende da cotação do dólar. O lote destinado ao Brasil vai depender do número de interessados, enquanto houver unidades disponíveis. As entregas ocorrem no decorrer de 2020.
10:08   29 de Junho, 2020
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por Luis Hernandez

Autocosmos.com/México

Exclusivo no Brasil para Auto Press

                Devido ao seu tamanho compacto e peso leve, as motocicletas oferecem uma excepcional relação peso/potência, especialmente as superesportivas, que enfrentam todo um trabalho para a redução de massa. A Ducati Panigale Superleggera V4 levou este conceito ao extremo. Esta nova criação da Ducati, com uma produção limitada a 500 unidades numeradas, destaca-se pela enorme quantidade de potência, bem superior em números absoluto que os quilogramas que ele tem de acelerar. São apenas 152,2 kg, com o opcional kit Racing, para uma potência de 234 cv – 20 kg a menos e 20 cv a mais que a Panigale normal –, gerada pelo mesmo motor V4 de 998 cm³, que recebe nesta versão uma configuração ainda mais agressiva. Cada cv esporte por apenas 650 gramas! Só para dar uma ideia: o Volkswagen Golf GTI, um símbolo de esportividade no mundo automotivo, tem uma potência de 230 cv e pesa exatos 1.386 kg, na versão com dupla embreagem. Isso dá uma relação peso/potência de 6,02 kg/cv, ou quase 10 vezes pior que o modelo da Ducati.

                Além de sua força, a Ducati tornou esta motocicleta altamente tecnológica. No início, é a única moto de rua legal do mundo com estrutura de rolamento e de chassi (quadro, subchassi, balança e rodas) feita de material composto. O uso destes componentes gerou uma redução de peso de 6,7 kg. Para garantir os padrões de qualidade e segurança, esses componentes foram testados, utilizando as técnicas da indústria aeroespacial, como termografia, inspeções por ultrassom e tomografia. Da mesma forma, as dimensões do chassi foram modificadas para otimizar o curso da suspensão traseira, aumentando o comprimento do monobraço. O resultado geral é um poder de desaceleração incomparável e um desempenho impressionantes nas curvas.

                Além desta solução na parte estrutural, a Superleggera V4 contém muitos outros componentes feitos de fibra de carbono, moldados em formas aerodinâmicas avançadas. Estes incluem a carenagem, que garante um nível de eficiência aerodinâmica. E como não tem limitações de regulamento, o modelo até excede o coeficiente aerodinâmico das motos atuais do Campeonato Mundial de MotoGP. Apenas as asas que brotam nas laterais da carenagem do motor, inspiradas na Ducati que correu o MotoGP em 2016, podem garantir um aumento no downforce de 50 kg a 270 km/h.

                O sistema de escape colabora de forma fundamental com este alto desempenho. Na configuração normal da Panigale, o motor entrega 214 cv, que sobe para 234 cv quando equipado com escapamento de titânio Akrapovic, que exige um mapeamento específico para ganhar desempenho. Este escapamento, no entanto, não é homologado para as ruas, como também ocorre com o kit racing, que tira 7 kg em acessórios “dispensáveis” durante o uso exclusivamente em pista. Para andar nas ruas, o peso normal sobe para 159 kg e a potência cai para  224 cv. Outros elementos a destacar desta motocicleta são a suspensão de alumínio e titânio e o sistema de freio da Brembo.

                A Panigale Superleggera V4 conta ainda com um pacote eletrônico de segunda geração, o Evo 2, com controle de tração, quick shift para subir e descer as marchas, e ainda três modos normais de condução: Race A, Race B e Sport. Além desses três, há ainda outros cinco Riding Modes adicionais para serem personalizados pelo piloto – que pode preferir um ou outro, dependendo da pista. O computador de bordo ainda oferece cronometragem de tempo de volta, com marcação de até cinco medições intermediárias.

                Os compradores da Ducati Panigale Superleggera V4 terão direito a acompanhar eventos específicos, chamados de SBK Experience, com a chance de pilotar a Panigale V4 R, que compete no Campeonato Mundial de SuperBike. Mas, obviamente, tudo tem seu preço. A princípio, a Ducati do Brasil havia definido o valor de R$ 700 mil para cada uma das unidades da Superleggera V4, mas o número definitivo depende da cotação do dólar. O lote destinado ao Brasil vai depender do número de interessados, enquanto houver unidades disponíveis. As entregas ocorrem no decorrer de 2020.


 

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