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Versão GT do Kia Forte/Cerato une esportividade, conforto e visual instigante
10:41   27 de Julho, 2020
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por Esaú Ponce

Autocosmos.com/México

 

 

O Kia Cerato é um dos pilares mais fortes da marca. O modelo sempre teve a dupla missão, de ter vocação familiar e, ao mesmo tempo, atrair jovens para a marca. E essa segunda função ficou mais consolidada na segunda geração do sedã médio, de 2008, momento em que passou a ser chamado de Kia Forte em diversos mercados. Então, de uma forma ou de outra, e ao contrário do caminho trilhado pelo Elantra, sedã médio da Hyundai com quem compartilha motores e plataforma. O Cerato/Forte sempre procurou ser um pouco mais extrovertido, principalmente através do design. Mas, apesar de querer ter uma pegada jovem, a esportividade do modelo se restringia ao visual. Além da imagem, o modelo não apresentava nada que pudesse acelerar o batimento cardíaco de quem dirige. Pelo menos até agora, com a chega da versão GT.

A nova geração do Forte/Cerato traz linhas gerais inspiradas no belíssimo sedã médio-grande Stinger, mas mantém a praticidade da carroceria do sedã. Na verdade, suas medidas e habitabilidade não mudam em nada. O que muda, de verdade, é o motor. A versão GT traz um moderno propulsor 1.6 TGDI – turbo com injeção direta ‑ capaz de entregar 201 cv e 27 kgfm de torque, exclusivamente acoplado a uma transmissão automática de sete marchas de dupla embreagem. De acordo com a Kia, este conjunto permite acelerar de zero a 100 km/h em apenas 7,5 segundos. Durante a criação dessa nova versão, a preocupação da fabricante foi oferecer potência e manuseio comunicativo o suficiente para desenhar um sorriso no rosto do motorista, mas sem abrir mão do conforto e do luxo, para torná-lo agradável para o uso diário.

Em termos de estética, os designers da Kia conseguiram criar uma personalidade esportiva com apenas algumas pequenas mudanças. A grade mantém a mesma trama usada na versão 2.0 flex do Cerato vendida no Brasil, mas ganha detalhes em vermelhos vívidos e moldura deixa de ser cromada e passa a ser em preto brilhante. Mudam também os conjuntos óticos dianteiros, que são em led. De perfil, as rodas de 16 polegadas dão lugar a outra com desenho mais esportivo e aro 17. Atrás, o escapamento passa a ser duplo, com ponteiras ovais, e na base do para-choque foi inserido um difusor traseiro, em preto com um friso vermelho. As rodas também podem ser de 18 polegadas, mas o mais indicado para países com infraestrutura precária, casos de Brasil e México, é mais indicado um perfil de pneu mais generoso, como é o caso do 225/45 R 17 usado no modelo.

No interior, as mudanças são ainda mais sutis. As mais marcantes, que acentuam a vocação esportiva, são os bancos e o volante forrados em couro sintético com costuras vermelhas. O encosto dos bancos dianteiros traz o anagrama “GT” bordado. O miolo do volante, o console frontal e a alavanca de câmbio trazem detalhes em alumínio. Em termos gerais, montagens e materiais parecem adequados. Não chega a ter um padrão premium, mas nem se poderia esperar nada além, considerando o preço. Ele custa cerca de 30% a mais que a configuração EX 2.0, semelhante à versão top no Brasil, que custa em torno de R$110 mil. Ou seja: por aqui, ele custaria cerca de R$ 140 mil. A experiência a bordo é bem agradável.

A central multimídia conta com uma tela elevada de 8 polegadas sensível ao toque, com conexão através dos aplicativos Android Auto e Apple CarPlay e entrada USB. Além disso, possui um carregador sem fio para smartphone, ar-condicionado com operação automática de zona dupla. O sistema de áudio de 320 watts é assinado por Harman Kardon. A parte de segurança traz o padrão mínimo para a categoria. Inclui assistente de partida de rampa, seis airbags, controle eletrônico de estabilidade, freios ABS, sistema de ancoragem Isofix, e freios a disco nas quatro rodas.

 


 

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