Jornal MT Norte
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Além da aventura
Jeep Wrangler Rubicon se mostra um off-road extremo capaz, mas também está pronto para encarar o asfalto
10:43   27 de Julho, 2020
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por Ruben Hoyo

Autocosmos.com/México

Poucos carros no mercado off-road têm tanta personalidade quanto o Jeep Wrangler. Não à toa que ele é o 4X4 mais emblemático de todo o mundo, mesmo diante de rivais clássicos como o Mercedes-Benz Classe G ou o antigo Land Rover Defender – o novo, em monobloco, perdeu muito de suas habilidades enquanto o Wrangler mantém estrutura e corpo separados. Além de seu design reconhecível e icônico, possui capacidades off-road suportam sua grande popularidade. Como se isso não bastasse, o Wrangler é muito mais do que um produto simbólico para a Jeep, já que também é um ótimo motor de vendas, principalmente nos Estados Unidos Em 2019, ele foi colocado como o segundo modelo mais vendido da marca, com 228.032 unidades vendidas, atrás apenas do Grand Cherokee, que emplacou 242.969 exemplares. No Brasil, o desempenho é bem mais tímido, entre 15 e 20 unidades mensais. Certamente por conta dos preços proibitivos: R$ 347.990 para a versão Sahara, com duas portas, R$ 370.990 para a Sahara Overland de quatro portas, e R$ 419.990 para a Rubicon, sempre na versão maior.

A chegada desta versão do Wrangler com quatro portas foi, sem dúvida, uma das melhores ações que a marca já executou. E na última geração – a quarta, que chegou ao mercado em 2018 ‑, ela teve uma incrível evolução em termos de qualidade de passeio no asfalto, o que foi um fator determinante para que mais e mais pessoas quisessem um em sua garagem, mesmo que não tenham a menor intenção de entrar em estradas acidentadas. A ponto de nos estados Um idos ser vendida a versão High Altitude, que deixa de lado a abordagem 4X4, é recheada com equipamentos mais luxuosos e que tem rodas de 20 polegadas com pneus esportivos, vistos comumente em SUVs voltados para a performance. No entanto, o Jeep Wrangler é primordialmente um 4X4, provavelmente o mais capacitado de todos, pelo menos até a chegada do novo Ford Bronco em 2021. Entre os Wrangler, o Rubicon é o de maior capacidade para o fora de estrada.

No Brasil, o modelo tem sob o capô um motor 2.0 turbo de 275 cv e 40,8 kgfm, associado a um câmbio automático de oito velocidades. No México, ele ainda pode receber o velho Pentastar V6 de 3.6 litros, com 285 cv de potência e 36 kgfm de torque, também associado a uma caixa automática de oito velocidades, que era vendido no Brasil até 2018, com a terceira geração. Ele possui travamento eletrônico dianteiro e traseiro, caixa de câmbio reduzida, protetores para peças mecânicas vitais, trilhos inferiores para deslizamento em superfícies rochosas e um longo etc. O modelo recebeu um pacote X-Treme Trail Rated, que significa a adição de defesas de aço com cantos que podem ser removidos para melhorar ângulos de ataque e saída, além de estar preparado para acomodar um guincho.

Portas adentro, o modelo segue um mesmo padrão no Brasil e na América do Norte. A linguagem de design valoriza o aspecto áspero e rústico, que transmite a ideia de aventura em cada traço. A qualidade dos materiais e montagem é boa e prioriza a resistência. Os controles são ergonômicos e transmitem robustez quando operados ‑ especialmente alavancas e interruptores relacionados à condução 4X4. Os botões dos vidros elétricos são instalados no console frontal, para facilitar a retirada das portas, o que melhora a experiência de condução off road. O sistema de informações – entretenimento é o Uconnect com tela de 8,4 polegadas em formato totalmente quadrado, a interface é fácil de usar e obviamente possui compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay.

 


 

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