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CINCO PERGUNTAS: Entre dois amores
Flavia Alessandra se delicia com as memórias de “Êta Mundo Bom!” enquanto aguarda retomada de trabalhos de “Salve-se Quem Puder”
10:26   07 de Agosto, 2020
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Foto: DIVULGAÇÃO

por Márcio Maio

TV Press

A pandemia do novo coronavírus tem sido um período marcante para Flavia Alessandra. A atriz completou 46 anos nessa fase, no dia 7 de junho, e vem tendo a oportunidade de se rever na pele da ardilosa Sandra de “Êta Mundo Bom!”. Isso enquanto, aguarda o retorno das gravações de “Salve-se Quem Puder”, novela das 19h que teve os trabalhos interrompidos em função do isolamento social imposto pelo avanço da covid-19 no Brasil. E, a julgar pelas lembranças da atriz, não haveria papel melhor para rever do que a vilã loura da atual reprise do “Vale a Pena Ver de Novo”, da Globo. “A história era muito instigante para nós (atores). Amava receber os roteiros e saber o que a Sandra iria aprontar”, recorda.

Na trama, Sandra é sobrinha de Anastácia, interpretada por Eliane Giardini, uma viúva milionária e, aparentemente, sem herdeiros diretos. Só que a empresária teve um filho na juventude, que foi jogado em um rio a mando do pai dela, que não aceitava que a filha se tornasse mãe solteira. Ao descobrir que sua herança está ameaçada, ela faz de tudo para garantir que o filho de Anastácia, caipira e ingênuo Candinho vivido por Sergio Guizé, não fique com o dinheiro da família. “Ainda hoje, sempre tem alguém que vem comentar ou brincar como eu era malvada na novela. Adoro isso. É sinal de que o público comprou o trabalho”, conta.

P – Como construiu a Sandra de “Êta Mundo Bom!”, para diferenciá-la da Cristina de “Alma Gêmea”, que fez tanto sucesso e alavancou sua carreira?

R – Apesar de as duas serem vilãs, Cristina e Sandra têm energias bem diferentes. Cristina era uma personagem mais carregada, amargurada... Ela só tinha um objetivo na vida: o Rafael, papel de Eduardo Moscovis. E isso a cegava de todos os jeitos. Toda a energia dela era canalizada. A Sandra, apesar de ser do mal também, tinha uma leveza, sabia aproveitar as situações. As vilãs do Walcyr são muito interessantes. Ele é um autor criativo, com uma mente sagaz, sou grata por ele ter me confiado essas duas personagens.

P – Qual foi a cena mais difícil de gravar durante “Êta Mundo Bom!”? E a mais divertida?

R – A novela tem muitas cenas boas. Entre as mais divertidas, o casamento falso da Sandra, que teve uma guerra de comida. Foi uma sequência maravilhosa e deliciosa de fazer. A mais difícil foi uma cena final, em que Sandra rasgava um colchão antigo, recheado de feno, e comia comida do chão. Foi difícil e, ao mesmo tempo, maravilhosa. Qualquer atriz gostaria de fazer aquela cena. Ela fica louca, depois desmaia... Foi muito marcante.

P – Você chegou a acreditar que a personagem poderia se redimir?

R – Ela deu um golpe na tia, roubou toda a fortuna. Isso foi muito ruim, muita ingratidão. Mas, em determinado momento, ela sequestra o filho do Candinho e da Filomena (personagens de Sergio Guizé e Débora Nascimento). Acho que não existe nada pior do que você mexer com uma criança indefesa. Não cheguei a pensar que ela iria se redimir. Sandra tinha atitudes muito coerentes com a falta de caráter dela. Não existia um remorso em suas ações.

P – A novela fez sucesso. Como era a repercussão da personagem?

R – Apesar de ter tanto tempo de carreira, as pessoas ainda me confundem muito com as personagens. Sandra falava sempre “titia” de um jeito irritante. E eu via as titias me olhando torto, me encarando (risos).

P – Quais as principais lembranças que você guarda da rotina de gravação?

R – Foi a minha última novela com o Jorge Fernando (diretor, que morreu em outubro do ano passado). Eu estava mais madura quando fiz “Êta Mundo Bom!”. E estava mais consciente da dupla que eu tinha no comando ali, que era o Jorge e o Walcyr. Fiquei muito em estado de alerta para tentar sugar o máximo daquela experiência. O Jorginho foi um grande mestre para mim. Foi um daqueles trabalhos que, quando chegou na reta final, já estava sofrendo que ia acabar.

Êta Mundo Bom!” - Globo – Segunda a sexta, às 16h30.


 

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