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CARROS: Discreto charme
Honda atualiza o WR-V com recursos de segurança e amplia o requinte na versão de topo EXL
08:48   19 de Outubro, 2020
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por Eduardo Rocha

Auto Press

                Em essência, não há grandes diferenças entre os crossovers com cara de SUVs que inundam o mercado e os carros de passeio comuns. A Honda mostrou isso claramente com o WR-V. O modelo é uma espécie de Fit marombada, com suspensão elevada e desenho da traseira e, principalmente da frente mais robusto– até para incluir o capô horizontal, exigência do InMetro na definição de um utilitário esportivo. Cabine, portas e tampa traseira e trem de força são exatamente os mesmos do Fit. Esse compartilhamento não traz nenhum demérito para o WR-V. Afinal, agrega a enorme credibilidade do hatch japonês com a vantagem de ter maior capacidade de enfrentar buracos e estradas mais precárias. A Honda decidiu promover uma pequena atualização no WR-V exatamente no momento que se prepara para lançar uma nova geração do Fit, a quarta, que já está à venda em diversos mercados mundo afora.

                Essa renovação é uma espécie de carta de intenções, em que a Honda confirma que pretende manter o atual WR-V no mercado por algum tempo ainda. Ao mesmo tempo, quer que seu SUV derivado ganhe volume e extrapole a média recente de mil unidades mensais, com o lançamento de uma versão de entrada LX, com poucos equipamentos e mais barata até que a versão EX 2020. Ela custa R$ 83.400, enquanto a EX, depois do aumento de R$ 3.400, vai a R$ 90.300 enquanto a EXL chega a R$ 94.700. A maior novidade da linha 2021 é um recurso que chega atrasado, levando-se em conta que não é exatamente um modelo barato. Trata-se do controle de estabilidade eletrônica, que já estava presente no Fit desde 2018 mas que só agora aparece no WR-V. Ao mesmo tempo que cria uma versão mais em conta, a Honda reitera a posição de topo da EXL, com itens com bancos em couro, espelhos eletrocrômicos, GPS interno no sistema multimídia, além de recursos comuns também à versão EX, como ar digital, faróis e lanternas em led, rodas aro 16, controle de cruzeiro, paddle shifts e câmera de ré.

                Na linha 2021, a frente passou por uma sutil mudança, que mudou a barra cromada da grade dianteira e a inclusão de faróis em led. Na traseira, além da lanterna em led, o para-choque ficou mais protuberante, a ponto de adicionar 6,7 cm ao comprimento do modelo, que tem agora 4,07 metros, com 2,56 m entre os eixos, 1,60 m de altura e 1,73 de largura. A principal característica mecânica que diferencia o WR-V do Fit é mesmo a suspensão traseira, que adota amortecedores maiores com batente hidráulico e uma barra estabilizadora mais robusta, projetada para minimizar a rolagem da carroceria e dar mais estabilidade. As buchas frontais são redimensionadas, bem como a travessa de suspensão. O eixo traseiro tem seu desenvolvimento baseado no HR-V e investe na alta rigidez para reforçar o conforto e dirigibilidade.

                Sob o capô, o modelo mantém o comportado motor 1.5 i-VTEC Flex One utilizado no Fit, com controle eletrônico para variação do tempo de abertura de válvulas. Ele trabalha em conjunto com uma transmissão CVT com conversor de torque. Com etanol, esse propulsor gera 116 cv de potência a 6 mil rpm e 15,3 kgfm de torque a 4.800 rpm – quando abastecido com gasolina, são 115 cv e 15,2 kgfm, nas mesmas faixas de giro. Os números de desempenho não impressionam e atualmente nem o teste do InMetro. Quando foi lançado, em 2017, o WR-V recebeu nota A na categoria de SUV compacto e no geral. Em 2020, o mesmo consumo rendeu ao modelo nota C na categoria e B no geral.

 

 

Ficha técnica

Honda WR-V EXL 2021

Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.497 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando simples no cabeçote e comando variável de válvulas na admissão. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.

Transmissão: Câmbio continuamente variável, CVT, com conversor de torque, com sete marchas simuladas à frente e uma marcha a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração de série.

Potência máxima: 115/116 cv a 6 mil rpm com gasolina e etanol.

Torque máximo: 15,2/15,3 kgfm a 4.800 rpm com gasolina e etanol.

Diâmetro e curso: 73,0 mm X 89,4 mm. Taxa de compressão: 11,4:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson. Traseira por eixo de torção. Controle eletrônico de estabilidade de série.

Freios: Discos ventilados na frente e tambor atrás. Oferece ABS com EBD.

Pneus: 195/60 R16.

Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,07 metros de comprimento, 1,73 metros de largura, 1,60 metro de altura e 2,55 metros de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina.

Peso: 1.138 kg.

Capacidade do porta-malas: 363 litros.

Tanque de combustível: 45,3 litros.

Lançamento: 2017.

Face-lift: 2020

Produção: Sumaré, São Paulo.

Preço: R$ 93.700.


 

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