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Pesquisa Fake News | Instituto não realizou pesquisa em AF
Diretora do Instituto Vetor afirmou que não realizou pesquisa em Alta Floresta e só faz pesquisa para a majoritária
10:03   06 de Novembro, 2020
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Reportagem
Mato Grosso do Norte

Infelizmente, em se tratando de campanha eleitoral, algumas pessoas ou candidatos, usam de artifícios imorais, ilegais e até mesmo desonestos para induzir os eleitores ao voto. Essas pessoas já são corruptas antes mesmo de serem eleitas.
A prova disso é uma pesquisa eleitoral, totalmente falsa, que utiliza o nome do Instituto Vetor de Cuiabá, sendo disseminada em grupos de WhatsApp em Alta Floresta. A referida pesquisa é para o cargo de vereador.
Edemar Luiz Savariz (Dema), fez um levantamento sobre a pesquisa e verificou que o número de registro 02575/2020 se refere a uma pesquisa do Instituto Gazeta Dados que foi realizada em Cuiabá. “Assim que fiquei sabendo sobre a divulgação desta pesquisa em grupos de WhatsApp, fui até a justiça eleitoral para verificar se tinha sido registrado alguma pesquisa no município de Alta Floresta, com a negativa do poder Judiciário Eleitoral, verifiquei na plataforma do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) pelo número de registro que se tratava de uma outra pesquisa do Instituto Gazeta Dados”, disse Dema. 
Edemar conta que diante da confirmação que se tratava de uma Fake News fez um alerta nos grupos de WhatsApp para que fosse contido a divulgação. “Os atos relacionados à criação, à divulgação e à disseminação de informações falsas podem ser enquadrados em pelo menos oito artigos do Código Penal e um do Código Eleitoral, com penas que vão desde a aplicação de multas até a prisão e a perda de direitos políticos. Qualquer pessoa, candidato que se sentir prejudicado pela divulgação pode entrar com uma representação, ou até mesmo, fazer um boletim de ocorrência contra quem estiver fazendo esta divulgação”, informa Dema.
“Importante frisar, que não importa se não conseguir identificar o autor da fake News em questão, mas se alguém tirar um print da publicação, quem repassou também responde pelos atos. Por isso, é importante que todos fiquem atentos antes de repassar alguma informação. Quando um indivíduo, também influenciado por tais características, compartilha uma Fake News, pode sim estar cometendo crime. Se a notícia falsa for difamatória, por exemplo, e divulgada na íntegra pelo sujeito que compartilha, poderá suportar as sanções penais. Aliás, o mero compartilhamento de uma Fake News pode resultar a quem compartilhou a obrigação de um pagamento de indenização à vítima da mentira.”, complementa.
Edemar disse que entrou contato com o Instituto Vetor para informar que estavam utilizando de má fé o nome do Instituto e que também fez uma denúncia pelo sistema Pardal da Justiça Eleitoral. “É importante que todos as pessoas façam a denúncia, não podemos aceitar essas atitudes e que os candidatos que utilizam de atos ilegais para induzir o eleitor sejam banidos das eleições. Uma pessoa dessas não merece o voto. Se suas atitudes já são corruptas e enganadoras na campanha, imaginem se uma pessoa desta consegue chegar ao poder”, analisa.

A diretoria do Instituto Vetor, que tem sede em Cuiabá, Miriam Braga, afirmou à Mato Grosso do Norte que o instituto não realizou pesquisa eleitoral em Alta Floresta nesta eleição. Miriam também disse que o Vetor não faz pesquisa para vereador, apenas para candidatos majoritários.

“Infelizmente ainda tem pessoas que agem desta forma. O que aconteceu em Alta Floresta, com o Vetor sendo utilizado por criminosos para fazer fakes News, também aconteceu em Sinop. Neste caso, que as divulgações foram em redes sociais, as providências devem partir das pessoas que se sentirem prejudicadas. Se for em veículos de comunicação de massas, aí cabe ao instituto acionar a justiça”, explica.
Segundo Miriam o Vetor, não realiza pesquisa para vereador, porque a pesquisa precisa de muitos entrevistados para ter uma margem de confiança próxima à realidade. “A margem de erro é muito alta”, explica.  


 

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