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A Privatização da Estrada de Alta Floresta a Nova Bandeirantes
Conclusão final dos seis motivos: “Hoje, entre Alta Floresta e Nova Bandeirantes, cinco espécies de carreta (de soja, de frigoríficos, de silos, de boi e de toras) e os demais veículos percorrem 206 km, em 4 h e 20 min.
15:02   12 de Fevereiro, 2021
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Prof. Dr. José Antonio Tobias     

 

Prezado (a) Leitor (a), depois das lições e progressos trazidos pela Privatização da Estrada de Nova Santa Helena a Alta Floresta, com sua licença que antecipadamente agradeço, tomo hoje a liberdade de lhe apresentar, para conhecimento e reflexão de V.Sa., um assunto inédito e talvez exótico, mas importante e urgente para toda pessoa que ama Alta Floresta, o Nortão e a Amazônia Legal: A Privatização da Estrada de Alta Floresta a Nova Bandeirantes.

O objetivo do presente artigo é decorrência do parágrafo acima e consiste no seguinte: Conseguir que os benefícios e progressos trazidos aos habitantes dos municípios situados na rota da “Privatização da Estrada de Nova Santa Helena a Alta Floresta” sejam continuados e estendidos para os habitantes dos municípios situados na rota da “Privatização da Estrada de Alta Floresta a Nova Bandeirantes.”

É interessante salientar, logo de início, que a concessão para criar a presente privatização será constituída através da concessão do trecho de uma única estrada estadual: a “MT-208” que, no presente caso, com a extensão de 206 km, deverá estender-se de Alta Floresta a Nova Bandeirantes.

Outra observação preliminar: “Nas estradas de asfalto, trafegam carretas, ônibus, caminhões, automóveis e motos. Contudo, opinião pessoal por falta de estatísticas, pelo menos nas estradas asfaltadas do Nortão, a maioria dos estragos e buracos são feitos, aprofundados e alargados, talvez na percentagem de 80% ou mais, por carretas. Por isso, nos seis motivos apresentados, a seguir, fala-se somente de carretas, deixando o leitor acrescentar, se quiser, a porcentagem dos outros veículos”. Em virtude desse pormenor, neste artigo, sobretudo na exposição dos seis motivos adiante descritos, só se fala de carretas, silenciando o papel desempenhado pelos outros veículos.

Terceira observação: Durante o período das chuvas, que se estende de outubro a maio, de um lado, a água molha, rói e derrete o asfalto enquanto, de outro lado, as colheitas de soja e as festas de Natal e Ano Novo multiplicam as carretas nas estradas.

É interessante salientar que a concessão para criar a privatização será constituída através da concessão do trecho de uma única estrada estadual: a “MT-208” que, no presente caso, com a extensão de 206 km, deverá estender-se de Alta Floresta a Nova Bandeirantes.

Acabo de falar, logo acima, que o assunto desta privatização é importante e urgente. Mas, por causa disso, é provável que V.Sa., prezado (a) Leitor (a), pense em me falar: “Professor, eu nunca ouvi ninguém falar de privatização de Alta Floresta a Nova Bandeirantes e, neste caso, como vou saber se é ou não assunto importante e urgente?”

“V.Sa.”, respondo eu, “tem razão. Em decorrência disso, logo em seguida, vou expor-lhe seis motivos, acompanhados de quatro consequências que provam, assim espero, que esta privatização é importante e urgente”.

Primeiro motivo: as carretas dos mares de soja. É fantástico e é lindo, para quem anda pelas estradas, de asfalto ou de chão, do Norte de Mato Grosso, contemplar os verdes mares de soja, hoje multiplicados assustadoramente em fazendas com extensão de município, sem parar, num Nortão que tem o privilégio único em todo o Estado de Mato Grosso de dispor ainda de 1.200.000 ha para plantação de grãos. Contudo, a soja traz as carretas, as gigantes do progresso e das estradas que, às centenas, logo mais aos milhares, às vezes com mais de 25 metros de comprimento e média de 30 pneus, irão se multiplicar no asfalto que, casca de ovo, capengando e sempre com buracos, hoje, em 4 h 20 min, cobrem os 206 km de Alta Floresta a Nova Bandeirantes mas que, com a Privatização, serão percorridos e reduzidos, confortável e seguramente, a 2 h 16 min. A metade do tempo!

Segundo motivo: as carretas de soja de Brasnorte e de Juara. Atualmente a carreta de soja, de Juara a Sinop e a Guarantã do Norte percorre 517 km. Com a presente privatização e a nova ponte sobre o Rio Teles Pires, a mesma carreta percorrerá 369 km. Conclusão: cada carreta, com a privatização, ganhará 148 km a menos em cada viagem.

Terceiro motivo: as carretas que todo dia e o dia todo os frigoríficos põem na estrada. No trecho de Alta Floresta a Nova Bandeirantes encontram-se dois grandes frigoríficos: o primeiro é o Frigorífico JBS, no Município de Alta Floresta, com abate de 800 cabeças por dia, transportadas em carretas, a maioria delas de contêiner, para exportação; o segundo, é o Frigorífico de Nova Monte Verde, no Município de Nova Monte Verde, com abate de cerca de 250 cabeças por dia. Também aqui, com a privatização as carretas ganharão a metade do tempo de cada viagem.

Quarto motivo: as carretas dos silos. Não dispomos de estatísticas e de dados sobre os silos do Nortão. Na estrada de Alta Floresta para Nova Bandeirantes, além dos pequenos e médios, encontram-se dois grandes silos: o do Celso Bala e o do Torres. Privatizada a rodovia, cada um colocará na estrada, por dia, dezenas, talvez centenas de carretas carregadas de soja ou de milho cujos donos também irão lucrar com a privatização.

Quinto motivo: as carretas de boi. São dezenas, centenas de carretas de madeira ou de ferro, às vezes de dois andares com mais de 25 metros de comprimento e média de 30 pneus que, todo dia, cheias de boi, percorrem a Estrada de Alta Floresta a Nova Bandeirantes, a fim de conseguir abastecer o Frigorífico JBS, de Alta Floresta e o Frigorífico de Nova Monte Verde. Contudo, além desses dois, existem numerosos frigoríficos de São Paulo e do Brasil Central que diariamente de lá enviam para cá, suas carretas de boi, semelhantes ao trem com seus vagões, como se vê pela foto abaixo, de vez em quando enfileiradas em quatro ou mais carretas levando uma boiada inteira para um único frigorífico. Com a privatização, de um lado as carretas de boi cobrirão a sua viagem na metade do tempo e, de outro lado, como consequência, seus donos aumentarão os lucros.

Sexto motivo: as carretas de tora. Por certo, sem comparação, é a carreta mais pesada entre as mais pesadas e, por isso mesmo, a mais apropriada para afundar asfalto, ainda mais quando é de casquinha de ovo. Dói o coração, é triste de ver o desfile de uma carreta de tora, às vezes levando toras com cerca ou mais de um metro de espessura! É um pedaço do Brasil que nunca mais existirá; vai embora e não volta nunca mais! Creio que nenhum veículo estraga o asfalto da Estrada de Alta Floresta a Nova Monte Verde como a carreta de tora.

Conclusão final dos seis motivos: “Hoje, entre Alta Floresta e Nova Bandeirantes, cinco espécies de carreta (de soja, de frigoríficos, de silos, de boi e de toras) e os demais veículos percorrem 206 km, em 4 h e 20 min. Com a privatização, na velocidade de 95 km/hora, os mesmos 206 km serão reduzidos a 2 h 16 min. A metade do tempo! Todavia, o principal, que não existia e vai existir para toda pessoa que trafegar ou morar de Alta Floresta a Nova Bandeirantes, privatizada, é: “Asfalto de primeiro mundo; redução drástica e vantajosa do tempo de viagem; sinalizações, durante o ano todo, inclusive na época das chuvas, com quatro faixas largas, coloridas e com olho de gato; ausência de buracos o ano inteiro; limpeza modelar à beira e longe do asfalto; os guard-rail, chamados de “trilhos de guia”, antes e depois das pontes e nos trechos estratégicos da estrada e, sobretudo, segurança e conforto oriundos do sistema de socorro e de seus veículos e construções à beira do asfalto, durante 24 horas, para auxiliar nas emergências tanto do passageiro quanto de seu veículo”.

Prezado (a) Leitor (a), depois do cumprimento da minha promessa inicial dos seis motivos, acima descritos, venho, logo a seguir, expor-lhe o cumprimento da minha outra promessa das quatro consequências da Privatização de Alta Floresta a Nova Bandeirantes.

Primeira consequência: Sumiço do atual asfalto casca de ovo, existente entre Alta Floresta e Nova Bandeirantes. Hoje em dia, é somente uma questão de tempo, ele tende a desaparecer! Como se viu pela exposição dos seis motivos, o trânsito, sobretudo de carretas, vai decretar o sumiço do asfalto de 5 cm de espessura da MT-208, de Alta Floresta a Nova Bandeirantes. Solução prudente, para evitar estragos e desastres inesperados em futuro próximo: privatização!

Segunda consequência: Construção da ponte sobre o Rio Juruena que se constituirá na porta de entrada da vida, do comércio e da ressureição dos municípios do lado de cá e do lado de lá do Rio Juruena. A ponte, em boa parte, deverá nascer das pressões políticas, econômicas e socioambientais que a Privatização irá exercer, cada vez mais, sobre os políticos da área municipal, estadual e federal. E, de passagem, duas observações: a primeira, a Ponte do Juruena, de 1.400 m de extensão (a do Rio Teles Pires, hoje, a maior do Estado de Mato Grosso, mede 350 m!) será uma das maiores do Brasil; segunda observação: as populações de Nova Monte Verde, Nova Bandeirantes e de Apiacás unidas às do outro lado do Rio Juruena, com as eleições de 2.022, terão chance de pressionar ainda mais deputados, senadores, prefeitos e sobretudo o Governador de Mato Grosso para conseguir tanto a privatização de sua rodovia quanto a ponte sobre o Rio Juruena.

Terceira consequência: de uma lado, aumento do trânsito, do comércio e da vida do Nortão para o Estado de Rondônia e, de outro lado, conquista de um trecho considerável da Rota do Pacífico.

Quarta consequência: chegada de umas das maiores fontes de desenvolvimento para Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Apiacás. Provavelmente essas três cidades, em sua história, nunca tiveram uma chance de crescer e de trazer bem-estar para seus habitantes como vão desfrutar com a chegada da Privatização de Alta Floresta a Nova Bandeirantes.

Finalizando o presente artigo, espero, prezado (a) Leitor (a), como afirmei, no início, ter demonstrado e convencido V.Sa. de que o assunto da Privatização de Alta Floresta a Nova Bandeirantes, apesar de “inédito e talvez exótico”, é importante e urgente.

Prof. Dr. José Antonio Tobias     

Diretor das Faculdades de Alta Floresta

 

 

Nota: Prezado (a) Leitor (a), depois de mais de vinte e cinco anos escrevendo artigos nos jornais de Alta Floresta, hoje, pela primeira vez venho solicitar de V.Sa. uma gentileza, que é a seguinte: “A respeito deste meu artigo, se possível, fazer o favor de responder, através do e-mail: proftobias@hotmail.com a duas perguntas: primeira, o que achou, mesmo que seja numa palavra só, deste artigo; segunda, o que achou do assunto tratado  nele, que é: A Privatização da Estrada de Alta Floresta a Nova Bandeirantes?

Muito obrigado!


 

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