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Produção nacional de cacau pode em quatro anos
O cacau é a matéria-prima de um dos alimentos mais apreciados no mundo, o chocolate
09:39   05 de Abril, 2021
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Assessoria/ Conab

Com produção anual estimada em 250 mil toneladas, o Brasil é hoje o 7º maior produtor de cacau do mundo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O governo e o setor estão em busca de expandir esses números.

“Temos uma meta de ampliar nossos produtos em 60 mil toneladas em quatro anos”, afirma o diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Waldeck Araujo. Nesta sexta-feira, dia 26 de março, é celebrado o Dia do Cacau.

Dados da Associação das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) apontam que o país tem capacidade instalada de processar aproximadamente 275 mil toneladas de cacau. A exportação anual chega a cerca de 50 mil toneladas de derivados para diversos países, como Argentina e Estados Unidos. No ano passado, o volume total de cacau nacional foi de 174.283 toneladas, enquanto a moagem ultrapassou 219 mil toneladas.

A diretora executiva da AIPC, Anna Paula Losi, explica que várias iniciativas vêm sendo implementadas no país no sentido de fomentar o setor. “Especialmente o CocoaAction Brasil, uma coalizão que reúne representantes de todos os elos da cadeia, pública e privada, desenvolvendo projetos que contribuam na melhoria técnica da produtividade e no fortalecimento do sistema produtivo do cacau”. 

Pará e Bahia são os estados que lideram o ranking de produção da amêndoa, com 128,9 mil toneladas por ano e 113 mil toneladas por ano respectivamente.

Os dois estados têm investido em novas práticas para aumentar a produtividade e a qualidade do cacau brasileiro. O plantio também é importante fonte de renda para a agricultura familiar. Dos mais de 70 mil produtores, a maioria (70%) está em pequenas propriedades.

Cacau fino- O trabalho conjunto para dar maior qualidade ao cacau do Brasil conquistou reconhecimento internacional. Em 2019, o país foi oficialmente certificado pela Organização Internacional do Cacau (ICCO) como exportador de 100% de cacau fino e de aroma.

O cacau fino e de aroma é identificado por apresentar sabores diferenciados, desde frutados, florais, amadeirado, entre outros. A definição leva em consideração as características genéticas (origem), local (terroir) e o tratamento das amêndoas pós-colheita.

O comércio mundial de cacau e chocolate fino atende a um mercado de nicho e representa menos de 5% do total comercializado entre os países. Contudo, o produto tem preço elevado no mercado, podendo custar até três vezes mais do que o cacau comum ou a granel, conhecido como “bulk”.

O cacau é a matéria-prima de um dos alimentos mais apreciados no mundo, o chocolate. O Brasil é o 5º maior consumidor de chocolate no mundo. De acordo com a  Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), em 2019, o país produziu 759 mil toneladas de chocolate (incluindo em pó).  Estima-se que até 2023 a produção ultrapasse a marca de 303 mil toneladas. Conforme a associação, o Brasil exportou 28,8 mil toneladas de chocolates, em 2020, e cerca de 49,9 mil toneladas de derivados do cacau no mesmo ano.

 


 

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