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Paranaíta deverá se transformar no maior produtor de mandioca de Mato Grosso
Cultivo da mandioca para a produção de fécula é altamente lucrativo; prefeitura quer implantar indústria
16:19   28 de Junho, 2021
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Reportagem

Mato Grosso do Norte

 

A administração municipal planeja transformar Paranaíta no maior produtor de mandioca de Mato Grosso. O objetivo é ofertar para o agricultor familiar, mais uma alternativa de renda, através deste cultivo. Porém, o projeto da prefeitura municipal é audacioso neste sentido e a meta principal e de montar uma indústria de fécula, produto extraído na mandioca, usado na fabricação de uma gama de produtos na indústria de alimentos, têxtil e papel.

Recentemente uma comitiva liderada pelo prefeito Osmar mandacaru esteve visitando Santiago do Norte para conhecer áreas de plantios de mandioca e uma fecularia. Segundo o secretário de Indústrias e Comércio, Ângelo Diosnel Berlanda, a atividade é lucrativa e muito viável para o pequeno agricultor.

Toda a produção de Santiago é destinada a uma indústria de fécula e a comitiva de Paranaíta constatou in loco que o cultivo da mandioca é viável e lucrativo, tanto para o produtor, como para a indústria que teria a matéria prima para a produção da fécula.

Em Santiago, a média de produção de mandioca por hectare é de 38 mil toneladas. Em Paranaíta, onde as terras são bem mais férteis, a previsão é que a produção alcance até 50 toneladas por hectares. O preço da tonelada no mercado, varia entre R$ 400 a 600 a tonelada, dependendo da qualidade do amido.

“Se o produtor produzir 40 toneladas por hectares, vai ter um ganho bruto de R$ 38 mil. Lá em Santiago o custo para se produzir a mandioca é de R$ 4 mil por hectare, mas mesmo que seja R$ 10 mil, ainda sobram líquidos, R$ 28 mil. Então, é um bom negócio, e o prefeito Osmar vai apresentar esta alternativa para os pequenos produtores”, frisa Diosnel.

Por outro lado, a implantação de uma fábrica de fécula, seria para gerar emprego e renda no município. A fécula é usada para a produção de mil itens em diferentes segmentos das indústrias. É usada na indústria de alimentos, têxtil, celulose para a fabricação de papel e na siderúrgica, sendo, portanto, um mercado muito amplo e garantido. 

“O prefeito definiu a implantação da fecularia, do frigorífico e do Entreposto para o leite, como prioridades e já tem empresários da cidade interessados em formar um grupo para montar a fecularia. Nosso objetivo e concluir este projeto nos 4 anos de mandato”, garante o secretário.

Em que a fécula é usada

A fécula é usada na indústria frigorifica para a produção de embutidos, carnes, biscoitos, panificação, pão de queijo, massas, chocolate, confeitaria, balas, caramelos, gomas de mascar, produtos lácteos, yogurts, queijo, indústria farmacêutica, bebidas, sopas, sobremesas instantâneas, sucos, águas saborizadas, Chipa, sequilho, fabricação de barricas, celulose, indústria têxtil, embalagens, laminados e tubos. Cultivo da mandioca para a produção de fécula é altamente lucrativo; prefeitura quer implantar indústria

Reportagem/ Mato Grosso do Norte

 

A administração municipal planeja transformar Paranaíta no maior produtor de mandioca de Mato Grosso. O objetivo é ofertar para o agricultor familiar, mais uma alternativa de renda, através deste cultivo. Porém, o projeto da prefeitura municipal é audacioso neste sentido e a meta principal e de montar uma indústria de fécula, produto extraído na mandioca, usado na fabricação de uma gama de produtos na indústria de alimentos, têxtil e papel.

Recentemente uma comitiva liderada pelo prefeito Osmar mandacaru esteve visitando Santiago do Norte para conhecer áreas de plantios de mandioca e uma fecularia. Segundo o secretário de Indústrias e Comércio, Ângelo Diosnel Berlanda, a atividade é lucrativa e muito viável para o pequeno agricultor.

Toda a produção de Santiago é destinada a uma indústria de fécula e a comitiva de Paranaíta constatou in loco que o cultivo da mandioca é viável e lucrativo, tanto para o produtor, como para a indústria que teria a matéria prima para a produção da fécula.

Em Santiago, a média de produção de mandioca por hectare é de 38 mil toneladas. Em Paranaíta, onde as terras são bem mais férteis, a previsão é que a produção alcance até 50 toneladas por hectares. O preço da tonelada no mercado, varia entre R$ 400 a 600 a tonelada, dependendo da qualidade do amido.

“Se o produtor produzir 40 toneladas por hectares, vai ter um ganho bruto de R$ 38 mil. Lá em Santiago o custo para se produzir a mandioca é de R$ 4 mil por hectare, mas mesmo que seja R$ 10 mil, ainda sobram líquidos, R$ 28 mil. Então, é um bom negócio, e o prefeito Osmar vai apresentar esta alternativa para os pequenos produtores”, frisa Diosnel.

Por outro lado, a implantação de uma fábrica de fécula, seria para gerar emprego e renda no município. A fécula é usada para a produção de mil itens em diferentes segmentos das indústrias. É usada na indústria de alimentos, têxtil, celulose para a fabricação de papel e na siderúrgica, sendo, portanto, um mercado muito amplo e garantido. 

“O prefeito definiu a implantação da fecularia, do frigorífico e do Entreposto para o leite, como prioridades e já tem empresários da cidade interessados em formar um grupo para montar a fecularia. Nosso objetivo e concluir este projeto nos 4 anos de mandato”, garante o secretário.

Em que a fécula é usada

A fécula é usada na indústria frigorifica para a produção de embutidos, carnes, biscoitos, panificação, pão de queijo, massas, chocolate, confeitaria, balas, caramelos, gomas de mascar, produtos lácteos, yogurts, queijo, indústria farmacêutica, bebidas, sopas, sobremesas instantâneas, sucos, águas saborizadas, Chipa, sequilho, fabricação de barricas, celulose, indústria têxtil, embalagens, laminados e tubos. 


 

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