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CARROS: Função estratégica
Chevrolet aposta no bom conteúdo aliado ao custo/benefício favorável da High Country para manter a S10 na briga
12:25   30 de Julho, 2021
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por Eduardo Rocha

Auto Press

                O mercado de picapes cresceu de forma acentuada desde que o coronavírus invadiu o cotidiano dos brasileiros, com uma alta média de 21,4% em 2021 ‑ maior até que os SUVs, que cresceram 19,4%. Só que o segmento de picapes médias vem ficando fora dessa festa e estão com níveis de venda bem próximos à média de 2020, um ano reconhecidamente ruim. Mesmo assim, as marcas estão sempre investindo em seus representantes, com atualizações de visual e de conteúdo.

 O motivo são as ótimas margens oferecidas por modelos que começam em R$ 160 mil e vão até os R$ 290 mil. Por outro lado, são exatamente estes preços que acabam desmotivando os consumidores. Já a Chevrolet vem usando uma tática diferente em relação à S10. E mesmo assim, é atualmente a picape média com o melhor custo/benefício do mercado. E essa lógica vale inclusive para a versão topo de gama, High Country, custa R$ 248.790 – R$ 250.660 com pintura metálica, único opcional disponível. Isso é cerca de R$ 20 mil a menos que a Toyota Hilux SRX e a Ford Ranger Limited, as versões mais completas das principais rivais.

                Na linha 2021, o modelo ganhou um visual discretamente alterado. As mudanças ficaram restritas a para-choque frontal e grade. A nova frente manteve o conceito de dividir a grade horizontalmente, mas por duas barras paralelas em preto brilhante, com a palavra chevrolet encaixada entre elas. O logo da gravatinha ficou menor e foi deslocado para o lado esquerdo da grade.

A frenagem autônoma usa uma câmera instalada no para-brisas para detectar obstáculos e pedestres em situações de acidente iminente e pode evitar colisões ou, pelo menos, mitigar os danos em colisões entre 8 e 80 km/h. E também pode acionar o assistente de frenagem, quando identificar que o motorista não utilizou toda a capacidade dos freios. Na parte estrutural, o modelo ganhou um reforço que aumentou em 20% a resistência da cabine a impactos e agora traz também seis airbags de série.

                                Na parte mecânica, a mudança foi no turbo do motor diesel. Ele passa usar uma turbina menor, igual à usada na picape média Chevrolet Colorado, vendida no mercado estadunidense. Por ser mais leve, tem inércia menor, o que reduz o turbo lag e proporciona ganhos de velocidade mais consistentes. As mudanças tiveram o objetivo de dar um fôlego adicional para o modelo chegar bem até 2023, quando deve ser lançada a terceira geração nacional do modelo. Afina, é um modelo lucrativo e importante para a General Motors do Brasil. A ponto de ter sido poupada na crise de componentes, que tem provocado paralisações de diversas linhas da fabricante no Brasil, e ter mantido os mesmos volumes de 2020, um pouco acima de 2 mil veículos.

Consumo – No Programa de Etiquetagem do InMetro, a S10 2.8 Diesel High Country 4X4 Automática teve médias de 8,7 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada. Apesar de ser um resultado que rendeu notas ruins, C na categoria e nota D no geral, é semelhante ao consumo de Nissan Frontier, Ford Ranger e Toyota Hilux e bem superior ao da Volkswagen Amarok. Esse nível de consumo torna o tanque de 76 litros bastante suficiente, pois permite uma autonomia de até 800 km. Nota 6.

Custo/benefício – A S10 High Country 2.8 Diesel 4X4 Automática está cotada a R$ 248.760. Mais de R$ 20 mil a menos que a Ranger Limited, que custa R$ 279.900, que tem a mais o controle de cruzeiro adaptativo. Mesmo recurso adicional que traz a Toyota Hilux SRX 4X4, que custa R$ 276.490. A Nissan Frontier custa R$ 261.690 e tem a mais que a S10 o sistema de câmeras 360º e o teto solar. Por fim, a Volkswagen Amarok sai por R$ 291.470, tem nível de equipamento semelhante ao da S10, mas tem um motor V6 de 258 cv. A Chevrolet S10 acaba com o melhor custo/benefício do segmento. Nota 8.



 

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