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AGRONEGÓCIO: Valor de produção agrícola de MT cresce 35% em 2020
O estado de Mato Grosso também seguiu em primeiro lugar na produção de milho, com 33,7 milhões de toneladas
09:15   27 de Setembro, 2021
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Assessoria/ IBGE

Destaque no cultivo de soja, o principal produto de exportação do Brasil, milho e algodão, Mato Grosso teve alta de 35,7% no valor de produção agrícola em 2020, ano marcado pela pandemia da Covid-19, aponta a pesquisa Produção Agrícola Municipal 2020 (PAM), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O valor de produção agrícola foi de R$ 58 bilhões, em 2019, para R$ 79 bilhões, no ano passado.

Já o valor da produção brasileira aumentou de R$ 361 bilhões, em 2019, para o recorde de R$ 470 bilhões, em 2020, uma alta de 30,4%. O resultado positivo se deve, principalmente, à elevação do valor da produção da soja, do milho, do café e do algodão.

O estudo é uma das principais fontes de estatísticas municipais, levantando informações sobre área plantada, área destinada à colheita, área colhida, quantidade produzida, rendimento médio obtido e valor da produção das culturas temporárias e permanentes. O supervisor da pesquisa, Winicius de Lima Wagner, explica que o aumento do valor da produção agrícola é em parte relacionado aos efeitos da pandemia de Covid-19 no setor.

Em 2019, o Brasil se tornou o maior produtor de soja do mundo, ao ultrapassar os Estados Unidos e, em 2020, se manteve no topo do ranking. Com as boas condições climáticas, Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, somou 35,1 milhões de toneladas (28,8% do total) e superou em 8,8% a safra de 2019.

O estado de Mato Grosso também seguiu em primeiro lugar na produção de milho, com 33,7 milhões de toneladas, com a quase totalidade colhida durante a segunda safra. O valor da produção mato-grossense foi de R$ 19,1 bilhões, com alta de 61,6%. O Paraná figurou em segundo lugar, com 15,8 milhões de toneladas e valor da produção de R$ 12,6 bilhões, alta de 55,8%. Goiás segue na terceira posição, com 11,8 milhões de toneladas e valor da produção de R$ 7,6 bilhões, com alta de 34,1%.

Mato Grosso e Bahia seguiram preponderantes na produção de algodão. Cerca de 89% da área plantada brasileira concentraram-se nesses dois estados. Enquanto Mato Grosso gerou R$ 12,8 bilhões em valor com a cultura, crescimento de 23,1%, a Bahia totalizou R$ 4,4 bilhões, acréscimo de 16,3%.

De acordo com a PAM 2020, os 50 municípios com os maiores valores da produção agrícola geraram juntos R$ 106,9 bilhões, concentrando 22,7% do valor gerado no país com a produção agrícola. Desses, 20 encontram-se em Mato Grosso, seis ficam em Mato Grosso do Sul e seis estão na Bahia.

Campeão do ranking dos municípios brasileiros por valor de produção em 2020, Sorriso teve alta de 35,5% em relação a 2019 e ficou com R$ 5,3 bilhões de valor de produção e 1,1% da participação no total brasileiro. Após aumento de 44,6% no ano, São Desidério, na Bahia, é o segundo colocado, com R$ 4,6 bilhões e 1% de participação. Sapezal, também em Mato Grosso, ficou em terceiro, com R$ 4,3 bilhões, alta de 26,7%, e participação nacional de 0,9%.

Sorriso teve R$ 2,8 bilhões em valor de produção de soja-- o que representou um aumento de 29,1% na comparação com 2019, seguido por Formosa do Rio Preto (BA – R$ 2,8 bilhões), em segundo, e São Desidério (BA – R$ 2,5 bilhões) em terceiro. O município gerou também R$ 1,9 bilhão em valor de produção de milho --um acréscimo de 58,3% em relação ao ano anterior, seguido por Maracaju (MS – R$ 1,6 bilhão) e Rio Verde (GO – R$ 1,3 bilhão).

Em relação ao volume da cultura de milho, Sorriso foi o município campeão no país, com 3,2 milhões de toneladas, seguido por Rio Verde, em Goiás, com 2,2 milhões de toneladas, e Nova Ubiratã, em Mato Grosso, que ocupou a terceira posição no ranking, ao obter 2,1 milhões de toneladas.

A cidade de Sorriso também foi destaque na produção de algodão herbáceo (em caroço), gerando R$ 454,1 milhões, 12º maior valor gerado com a cultura no país. Sapezal teve R$ 2,3 bilhões em valor de produção de algodão. São Desidério (BA – R$ 1,6 bilhão) e Campo Verde (MT – R$ 1,3 bilhão) vêm na sequência.

No valor de produção de feijão, Nova Ubiratã (MT) ficou em segundo lugar, com R$ 311 milhões. O primeiro colocado foi Paracatu (MG), com R$ 340 milhões, e Brasília ficou em terceiro colocado, com R$ 206 milhões.

Considerando a área colhida, com 17,2 milhões de hectares (alta de 3,3%), Mato Grosso teve em 2020 uma participação de 20,7% do total nacional. Entre os municípios, Sorriso ficou em primeiro no ranking, mesmo com queda de 2%, com 1.139 mil hectares e 1,4% de participação no total da área colhida.


 

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