Jornal MT Norte
Publicidade
Mais e melhores aventuras
Ducati Desert X tem capacidade de encarar um off-road pesado, mas oferece conforto e é fácil de pilotar
09:01   07 de Janeiro, 2022
f3807cd8cbb497d8ce3a74386f08c350.jpg

por Fábio Manara

Infomotori.com/Itália

Exclusivo no Brasil para Auto Press

                As enormes rodas conectadas a suspensões de grande amplitude ‑ 21 polegadas com 230 mm de curso na frente e 18 com 220 mm atrás ‑ já denunciam que a Ducati Desert X é uma moto projetada para enfrentar o off-road mais exigente. Mas com um adicional o motor Testastretta 11° com comando desmodrômico, que a torno, além de tudo, confortável e fácil de pilotar em qualquer condição. O modelo recém-nascido em Borgo Panigale, onde fica a sede da Ducati, desdenha dos limites que uma motocicleta com grande capacidade off-road pode ultrapassar.

                O projeto Desert X nasceu em 2019, quando a Ducati exibiu um conceito já com esse nome, e que gerou uma reação forte e positiva. Esse feedback deu o impulso decisivo para transformar o projeto em realidade, que agora substituiu a Multistrada 950. À primeira vista, as impressionantes linhas que são uma interpretação moderna das bicicletas de enduro dos anos 1980. A moto é composta visualmente por três grandes elementos: um único volume que inclui o tanque e proteções laterais, o banco e o para-brisa que integra o farol dianteiro duplo, capaz de fortalecer ainda mais a singularidade da moto.

                O esquema adotado para o chassi da nova Ducati Desert X inclui um novo quadro de treliça de aço, que funciona em combinação com suspensão de longa curso capaz de garantir o comportamento ideal mesmo no off-road pesado. A otimização de todos os componentes levou à criação de uma motocicleta eficiente, com peso a seco de 202 kg. As escolhas feitas em termos de chassi fazem da Desert X uma moto fácil de pilotar e capaz de transmitir sensação e segurança em qualquer tipo de estrada, mesmo nas mais irregulares.

                Em relação à suspensão, a Desert X se destaca por seus equipamentos de alto nível. O garfo dianteiro da Kayaba tem hastes de 46 mm de diâmetro e é ajustável em compressão, extensão e pré-carga. Até o amortecedor de monochoque, também Kayaba, combinado com o braço de alumínio, é ajustável em compressão, extensão e pré-carga. A Desert X monta rodas com dimensões típicas das motocicletas off-road, mas novas para uma Ducati. Os pneus originais são os de uso misto da Pirelli Scorpion Rally STR, com medidas 90/90 R21 na frente e 150/70 R18 atrás. Mas a Ducati homologou ainda pneus mais off-road e também outros mais orientados para o asfalto.

                O sistema de frenagem é equipado com função ABS Cornering. A frente traz pinças radiais Brembo M50 com quatro pistões de 30 mm de diâmetro, bomba axial com alavancas ajustáveis e disco duplo de 320 mm com flanges de alumínio. Na parte traseira há um único disco de 265 mm de diâmetro, que funciona com uma pinça flutuante de pistão duplo, também da Brembo.

                Para animar a Desert X, a Ducati escalou o popular motor com comando desmodrômico Testastretta 11°, com seus 937 cm³ e sistema de refrigeração a líquido. Ele se caracterizado por um alto nível de confiabilidade e entrega 110 cv a 9.250 rpm, e um torque máximo de 9,38 kgfm a 6.500 rpm. O motor conta com todas as melhorias já vistas no Monster e Multistrada V2, mas tem um mapeamento específico para a motor. Além disso, a caixa ganhou engrenagens roletadas, para minimizar o atrito e melhorar a precisão e a suavidade nas trocas, a embreagem é a compacta e leve de oito discos usada na V2 e o foi câmbio reescalonado. As relações ficaram mais curtas até a quinta marcha, para melhorar o comportamento off-road, enquanto a sexta permaneceu longa, para oferecer maior velocidade no ambiente rodoviário. A primeira e segunda marchas, em particular, são muito mais curtas que os outros modelos, para facilitar as fases de condução de baixa velocidade de algumas passagens difíceis típicas do uso off-road.

                A autonomia para viagens mais longas é garantida pelo tanque de 21 litros de capacidade, mas ainda há a possibilidade de montar um segundo tanque na traseira da moto como acessório, adicionando uma reserva de 8 litros de combustível. A Desert X também tem uma excelente capacidade de carga, de quase 120 litros de bagagem, entre alforges e caixa superior em alumínio. A escolha dos pneus sem tubo é funcional para viajar e segurança. Na verdade, permite combinar maior confiabilidade, maior segurança no caso de uma punção e reparo mais fácil.

                Os modos de pilotagem disponíveis na Desert X são seis. Além dos tradicionais Sport, Touring, Urban e Wet, a moto ganhou os modos Enduro e Rally. Eles funcionam em combinação com os quatro mapas de injeção, que modificam a potência e a capacidade de resposta do motor: Full, High, Medium, Low. Cada Modo de Pilotagem altera o caráter da moto, dependendo das escolhas do piloto. O sistema atua nos níveis de intervenção do freio-motor, do controle de tração, do controle de elevação da roda dianteira, do quick shift de duas vias e do ABS de curva – que pode ser definido em três níveis para ser capaz de se adaptar a cada situação. Nos modos dedicados ao off-road, Enduro e Rally, o ABS pode ser completamente desativado.

                O sistema de iluminação que é full led e o farol dianteiro duplo possui dois módulos bifuncionais com luz diurna DRL e garante excelente visibilidade, particularmente importante para uma motocicleta capaz de viajar em todas as condições. A luz traseira é equipada com um sistema que, em caso de frenagem abrupta, ativa automaticamente os piscas para sinalizar a condição de desaceleração súbita. A Desert X estará disponível nas concessionárias da Ducati italiana a partir de maio de 2022. No Brasil, os modelos da marca costumam chegar com uma defasagem mínima de seis meses em relação à Europa, o que permite prever que o modelo será mostrado no Salão Duas Rodas para ser vendido no final de 2022 ou início de 2023.


 

Compartilhe nas redes sociais

COMENTÁRIOS
© Copyright 2014 Jornal Mato Grosso do Norte