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Municípios do Centro-Oeste foram os que mais aumentaram suas receitas em 2020
Anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil selecionou e avaliou sete cidades da região
19:23   11 de Janeiro, 2022
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C2 Comunicação - Aline Diniz e Évelin Sala

foto/ gettyimages

 

A receita total do conjunto dos municípios do Centro-Oeste aumentou 13,3% em 2020, quando comparado ao ano anterior, já descontada a inflação medida pelo IPCA. Foi a alta mais intensa entre todas as regiões do país, segundo aponta o anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, iniciativa da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) com patrocínio da Huawei e da Tecno It.

Além de apresentar o comportamento das receitas do conjunto dos municípios do país e por região, a publicação ainda detalha os dados de municípios selecionados. No Centro-Oeste foram avaliados sete municípios, incluindo as cidades mais populosas de cada um dos três estados. Entre eles, o maior aumento percentual foi registrado em Anápolis (GO), que passou de R$ 1,06 bilhão em receita total em 2019 para R$ 1,35 bilhão em 2020, alta de 28,1%. Em seguida vem Várzea Grande (MT), com receita total de R$ 849,1 milhões em 2020, alta de 18,2% em relação aos R$ 718,1 milhões registrados no ano anterior. Aparecida de Goiânia (GO) e Dourados (MS) também aumentaram suas receitas totais em 10,2% e 6,7%, respectivamente, no período analisado.

Entre as capitais da região, o maior incremento em receita total foi registrado em Cuiabá (MT), que passou de R$ 2,37 bilhões em 2019 para R$ 2,64 bilhões em 2020, alta de 11,6%. Goiânia (GO) registrou R$ 5,82 bilhões em receita total em 2020, valor 10,8% maior do que os R$ 5,25 bilhões registrados em 2019. Já em Campo Grande (MS), a expansão foi de 10,2% e a receita total ultrapassou os R$ 4 bilhões em 2020.  

De acordo com a publicação, os municípios do Centro-Oeste teriam tido crescimento na receita mesmo se não houvessem recebido aos auxílios emergenciais distribuídos pelo Governo Federal em 2020. Estima-se que haveria um aumento de 3,8% na receita corrente, sem os auxílios, em comparação com 2019.

Tânia Villela, economista e editora da Multi Cidades, explica que, enquanto que nas demais regiões houve encolhimento em suas economias durante a pandemia de 2020, o Centro-Oeste, assim com o Norte, apresentaram um pequeno aumento, com o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central variando 0,6% e 0,9%, respectivamente, o que ajudou a segurar a arrecadação pública regional. O anuário pode ser consultado no site da FNP (www.fnp.org.br) ou da Aequus Consultoria (www.aequus.com.br).

 

Receitas das cidades aumentaram durante a pandemia

Em 2020, ano marcado pela pandemia da Covid-19, a receita total do conjunto dos municípios brasileiros cresceu 6%, no comparativo com 2019, ao atingir R$ 746,79 bilhões, em valores corrigidos pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

De acordo com o anuário, o resultado positivo frente a um ano economicamente adverso é atribuído a dois fatores: o avanço das receitas correntes, puxado pelos auxílios emergenciais, e a expansão das receitas de capital, que foram impulsionadas pelas operações de crédito.

Villela explica que, não fossem os auxílios federais, a receita corrente municipal teria queda de pelo menos 0,9%. “Observando as receitas de capital, nota-se que houve expansão em seus dois principais componentes: as transferências de capital, recebidas pelos entes locais por meio de repasse feitos por outros níveis de governo, e as operações de créditos, que são contratadas com instituições financeiras”, pontuou.

A economista ressalta que as transferências de capital subiram 32,8% entre 2019 e 2020, passando de R$ 10,40 bilhões para R$ 13,81 bilhões, sendo R$ 9,40 bilhões provenientes da União e R$ 4,14 bilhões, dos estados. Quanto às receitas de operações de crédito, o incremento disparou em 57,9%, elevando o montante para R$ 15,08 bilhões, o mais alto já registrado após três anos de seguidas altas substanciais.

 

 

 

 


 

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