Publicidade
         
      
         
A prevenção é o melhor remédio
Uma boa dieta pode ajudar tanto a prevenir, quando a tratar este tipo doença. Alimentos integrais são fundamentais na prevenção de doenças crônicas
09:45   24 de Fevereiro, 2016 - Fonte: Jornal Mato Grosso do Norte

De acordo com a nutricionista Lygia Maffei da Nova Nutrii, a melhor forma de prevenção é através da alimentação adequada “Muitos males podem ser evitados através da alimentação saudável e, em casos de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, a adoção de uma dieta específica é essencial para garantir a saúde do paciente.”

Muitas doenças crônicas são fruto de maus hábitos. Uma dieta desequilibrada, com alto consumo de comidas industrializadas, gorduras e açúcares ao longo da vida podem acarretar no surgimento de problemas como colesterol alto e hipertensão. Podendo agravar ainda mais por hábitos como fumo, consumo de bebidas alcoólicas e sedentarismo, a chance de desenvolver problemas como câncer e doenças cardíacas aumentam consideravelmente.

Uma boa dieta pode ajudar tanto a prevenir, quando a tratar este tipo doença. Alimentos integrais são fundamentais na prevenção de doenças crônicas. Por sua alta concentração de fibras, esses alimentos tem a capacidade de auxiliar na eliminação da gordura do organismo, acelerar e regular o sistema digestivo.

 Uma pesquisa recente feita pela universidade de Harvard apontou que a ingestão diária de alimentos integrais pode reduzir em 9% o risco de morte por doenças cardíacas. Também existem evidências de que este tipo de alimento pode prevenir o surgimento de doenças do trato digestivo como câncer de boca, faringe, laringe, estômago e reto, por exemplo.

O próprio INCA (Instituto Nacional do Câncer) afirma que uma dieta saudável pode reduzir as chances de desenvolver a doença em 40%. Porém o cuidado com a alimentação não é valido somente para a prevenção. O tratamento de doenças crônicas como diabetes, osteoporose e doenças degenerativas depende totalmente da correta oferta de nutrientes e controle da alimentação.

Em alguns casos, a suplementação também é fundamental, como por exemplo quadros nos quais a absorção de nutrientes é comprometida por dificuldade de absorção de alimentos ou até mesmo a sua deglutição.

 “Idosos com Alzheimer, Mal de Parkinson ou em tratamentos como câncer, precisam de suplementação para garantir o aporte de determinados nutrientes. Alguns pontos devem ser considerados, como a dificuldade de engolir e desnutrição por exemplo.” – afirma a nutricionista.

 Estudos apontam que alguns micronutrientes oferecidos pela suplementação podem ser determinantes no tratamento do câncer, aumentando a imunidade do paciente e dando mais resistência ao organismo durante seu tratamento.

A alimentação correta pode melhorar diversos aspectos do organismo. Na terceira idade é fundamental garantir que determinadas funções do organismo sejam contempladas através de alimentos que garantam nutrientes específicos.

É muito importante que o indivíduo tenha ciência do seu estado nutricional e possíveis patologias antes de adotar qualquer dieta. Algumas doenças e condições físicas determinam o que é permitido e o que deve ser evitado. É preciso levar em consideração que diversas outras situações podem influenciar na dieta da pessoa acima dos 60 anos

  • Alimentos Energéticos: garantem o vigor para as atividades diárias e o funcionamento do metabolismo – fontes de carboidratos e gorduras
  • Alimentos Construtores: recompõem e mantem tecidos musculares e ósseos – fonte de proteínas, cálcio e fibras;
  • Alimentos Reguladores: responsáveis por facilitar a ingestão e absorção de nutrientes, garantindo o funcionamento do sistema digestivo e o transporte de vitaminas por todo o organismo – fontes de minerais, fibras e vitaminas em geral.

Na terceira idade- Além de considerar o gosto pessoal do indivíduo, é preciso ter consciência do estado de saúde do paciente e então fazer a escolha adequada para o seu perfil. Algumas situações típicas dessa fase podem ser determinantes na nutrição: muitos idosos não tem condição de preparar suas refeições, vivem sozinhos ou em casas de repouso, além de restrições fisiológicas como:

Deficiências sensoriais- Com o avanço da idade, alguns sentidos podem ficar comprometidos e o indivíduo pode começar a ter problemas que influenciem sua capacidade de alimentar-se. Sobretudo a dificuldade de deglutição proveniente de algumas doenças pode levar a desnutrição;

Função hormonal- A andropausa e menopausa significam uma mudança brusca na produção de hormônios de homens e mulheres, podendo influenciar em seu apetite, humor e disposição. Além disso a sintetização da insulina pelo pâncreas é reduzida, afetando os níveis de glicose, podendo levar a diabetes;

Problemas digestivos- o avanço da idade e a perda do tônus muscular podem acarretar em problemas como constipação, infecções, dificuldades de digestão e absorção;

Saúde muscular- uma das perdas mais evidentes do organismo é o enfraquecimento e redução do tecido muscular. A suplementação e a prática de atividades físicas como musculação também podem ajudar a amenizar essa situação;

Todas essas situações podem levar a perda ou até mesmo excesso de apetite. O aporte de nutrientes deve ser cuidadosamente planejado, independente do seu estado de saúde. Afinal, nutrir-se não significa comer muito, mas comer corretamente.

 
COMENTÁRIOS
© Copyright 2014 Jornal Mato Grosso do Norte