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Projeto Olhos D’ Água da Amazônia propiciou o uso de Boas Práticas de produção na pecuária leiteira e de corte em Alta Floresta
19:34   22 de Maio, 2016

Assessoria de Comunicação – Projeto Olhos D’ Água da Amazônia

 

O município de Alta Floresta é o principal polo de pecuária da região Norte de Mato Grosso, com um rebanho de aproximadamente 840 mil cabeças de gado de corte e 33 mil cabeças de gado leiteiro, ocupando uma área de 410 mil hectares de pastagens, tem uma taxa de lotação maior que a média estadual, que reflete uma boa aptidão para a pecuária, no entanto a produtividade continua sendo abaixo do potencial.

Alta Floresta e região têm uma tendência à degradação das pastagens, que perdem sua produtividade com um período de 05 a 10 anos de exploração não sustentável, se caracteriza por práticas rudimentares de manejo de pastagens. A atividade gerou impactos sobre os recursos hídricos, sendo responsável pelo desmatamento e degradação de 4.000 nascentes e 58 mil hectares de áreas de preservação permanentes (APP).

Para isso, o Projeto Olhos D’ Água da Amazônia (PRODAM), executado pela Secretaria de Meio Ambiente (SECMA) implantou 20 Unidades Demonstrativas (UDs) visando o aumento da produtividade com o manejo de pastagens que servem de referência, essas UDs foram contempladas com o trabalho de Práticas Adequadas de Manejo e Produção de Leite e Gado de Corte, utilizando o guia da Embrapa de Boas Práticas Agropecuárias (BPA), além da implantação do manejo rotacionado de pastagens em 292 hectares em pastagens nas propriedades rurais da agricultura familiar, beneficiando 120 famílias atendidas.

Segundo o produtor rural Amauri Dutra da Comunidade Nossa Senhora do Carmo, após a reforma de pastagens implantadas de acordo com o modelo utilizado pelo PRODAM, muita coisa melhorou. “Mudou muito desde a qualidade das pastagens até a quantidade de leite tirado das vacas, isso utilizando o mesmo espaço. Onde antes tirávamos 50 litros de leite por dia, já conseguimos tirar 100 litros, isso com as mesmas 15 vacas”, explica.

Segundo a engenheira agrônoma, Darline Trindade, o PRODAM trabalhou principalmente em propriedades com até 04 hectares de pastagens degradadas. Durante o período os produtores foram auxiliados na parte de insumos que são os adubos necessários para recuperar esse pasto, além disso, o produtor também recebeu as sementes. “O projeto trabalha com espécies forrageiras com alto potencial produtivo que auxilia na melhoria do leite nas propriedades rurais, além dos materiais que foram disponibilizados para a implantação do sistema de manejo rotacionado de pastagens. Nós entendemos que o manejo rotacionado é uma ferramenta importante para que o produtor consiga colocar mais animais na sua área e, além disso, conseguir uma melhor produção”, explicou Trindade. 

 
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