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Piscicultor de Peixoto de Azevedo otimista com criação de Pirarucu
Além da carne saborosa, o couro, escama e a língua do Pirarucu são aproveitados para a fabricação de calçados, bijuterias e lixa
20:41   24 de Maio, 2016

José Vieira do Nascimento
Editor de Mato Grosso do Norte

Uma das maiores pisciculturas de Pirarucu do Brasil fica no município de Peixoto de Azevedo, em fazenda de propriedade de Vilamir José Longo, na Gleba Eta. 
A Piscicultura Longo, conforme Vilamir, tem 15 hectares de lâmina d’água, distribuídos em tanques onde é desenvolvida a cadeia completa de produção. São 14 mil animais com capacidade de produção de 20 toneladas de Pirarucu por mês. 
Vilamir ressalta que a atividade é altamente rendável, desde que o criador consiga colocar seu produto no mercado. Ele explica que para a produção dos alevinos, existe um tanque maternidade onde fica o casal reprodutor, a matriz e o reprodutor. A reprodução ocorre de forma natural e a fêmea cria de 500 a 1000 alevinos por vez.
A princípio ficam em laboratório para aprender a comer e são alimentados com ração especifica. Com idade de 60 dias, os alevinos são levados para um tanque definitivo. “Com um ano e dois meses de idade ficam prontos para o abate, pesando em média, de 14 a 15 quilos. Durante esta fase, o Pirarucu engorda um quilo por mês”, explica Vilamir.
Uma característica importante desta atividade, conforme o piscicultor, é que o Pirarucu é uma espécie em extinção e sua pesca é proibida na região Amazônica. “A atividade, além da produção em escala comercial, contribui também com a preservação e sobrevivência da espécie, o que é muito importante”, avalia Vilamir.
Com a aprovação em 18 de dezembro de 2014, pela Assembleia Legislativa, do projeto de lei número 10.203, a chamada lei do Pirarucu, a criação de Pirarucu em cativeiro em Mato Grosso passou a ser regulamentada.  
Com isto, Vilamir explica que a Câmara Municipal de Peixoto de Azevedo, aprovou a lei do SIM- Sistema de Inspeção Municipal- que dá direito ao pequeno produtor, fazer abate de acordo as normas sanitárias e ter o selo de qualidade para o produto ter acesso ao mercado.
“Com estas aberturas, estou construindo um frigorífico em minha propriedade para abater o meu próprio peixe e ter o selo de Inspeção Municipal. Com isto, vou poder vender para os mercados de Mato Grosso,  São Paulo de demais Estados”, comenta o piscicultor.

Do Pirarucu, não é somente a carne que tem alto valor comercial. Seu couro é usado para a fabricação de calçados, as escamas servem para fazer bijuterias e a língua do animal serve para fazer lixa de uso humano para a higienização- para esfregar pés e outras parte do corpo durante o banho. 

 

 
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