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Ministro da Agricultura reforça potencial da produção brasileira na China
A produção brasileira é reconhecida mundialmente e o interesse é grande aqui fora por nossos produtos
09:56   06 de Junho, 2016

Reportagem
Mato Grosso do Norte
 
A abertura de novos mercados e a questão ambiental foram os temas centrais da primeira rodada de discussões da reunião de ministros da Agricultura do G20, que teve início nesta quarta-feira, em Xian, na China. O encontro reúne os 20 ministros da agricultura dos maiores produtores do mundo e na pauta estão desenvolvimento rural, segurança alimentar, nutrição, questões ambientais, entre outros.
A possibilidade de suspensão do uso de glifosato na agricultura foi um dos temas mais discutidos no primeiro dia do encontro. De acordo com o ministro Blairo Maggi, caso a União Europeia suspenda o produto, a segunda safra de milho e a safra de algodão podem ser comprometidas no Brasil.
"O custo de produção ficará muito mais elevado, pois enquanto hoje se utiliza 30 litros de óleo para dessecagem poderá passar para 100 a 120 litros se o glifosato for suspenso como estão propondo. É um tema importante é que vamos continuar acompanhando e que implica inclusive na questão ambiental, pois mais óleo diesel no campo significa maior emissão de CO²", disse o ministro.
Na chegada à China, a comitiva ministerial foi recepcionada pelo embaixador brasileiro em Pequim, Roberto Jaguaribe. A agenda da comitiva já incluiu reuniões com ministros de vários países, entre eles: Jonathan Cordone (subsecretário de Agricultura e Serviços Agrícolas Estrangeiros dos Estados Unidos da América), Alexandrer Nikolayevich Tkachyov (Ministro da Agricultura da Rússia), Han Changfu (ministro da Agricultura da China), Ricardo Buryaile (ministro Agricultura da Argentina), Phil Hogan, (comissário da União Europeia para a Agricultura e Desenvolvimento Rural), ministro da Agricultura da União Europeia, Luís Manuel Capoulas Santos, José Graziano da Silva, (diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO).
Na pauta bilateral, o comércio de carnes, grãos, lácteos e frutas entre os países, além de acordos com o Mercosul, por exemplo. A agenda segue até este fim de semana, mas a comissão brasileira também terá agenda na próxima semana. "Na segunda e na terça-feira vamos tratar da habilitação de novos frigoríficos brasileiros para exportar para a China. Sabemos o quanto esse mercado é importante e de enorme potencial para a carne produzida no Brasil. Estamos empenhados em ampliar as relações comerciais e este é um momento único", afirmou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.
De acordo com o senador Cidinho Santos, que faz parte da comitiva liderada pelo ministro da Agricultura Blairo Maggi, o interesse pelos produtos brasileiros a capacidade de exportação brasileira pode aumentar significativamente com as articulações que estão sendo feitas.
"A produção brasileira é reconhecida mundialmente e o interesse é grande aqui fora por nossos produtos. Estamos ouvindo os anseios, analisando as discussões e problemas levantados para avaliarmos os melhores caminhos para que o Brasil aumente ainda mais as exportações, pois mesmo sendo a sétima economia do país, o Brasil ainda ocupa o 25º lugar no ranking de exportadores", afirmou o senador.
O G20 é formado pelo Brasil, África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia. Os países membros respondem por 60% da população mundial e 70% da população rural global.

 

 

 
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