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PARANAÍTA 37 ANOS: Pecuária de corte e leite é o carro chefe da economia
Rebanho bovino de Paranaíta é de 425 mil cabeças
10:21   27 de Junho, 2016

eportagem
Mequiel Zacarias Ferreira

É fato na história recente de Paranaíta que a recepção da usina hidrelétrica proporcionou uma modificação significativa no cenário social e econômico. Aspectos positivos e negativos desse processo permanecerão repercutindo na história recente e futura, contudo, as portas de celebrar mais um aniversário, o seu 37º, Paranaíta foca sua forças produtivas em diversas frentes de trabalho, além do comércio e do turismo, as veias da agricultura, pecuária e dos meios de produção, pulsam forte.
O secretário de agricultura do município, José Rogério de Paula salienta que a atividade econômica que fomenta a cidade é a pecuária de corte, acompanhada pela pecuária leiteira. Além disso, a produção de arroz e de soja também tem ganhado destaque e espaço no cenário econômico da região.
O médico veterinário e fiscal do INDEA, Wilken Carvalho, destaca que o rebanho bovino registrado no município no ano de 2015 ultrapassou a casa das 425 mil cabeças e a tendência é de alta para este ano. O aumento em relação ao ano de 2014 foi de aproximadamente 10%, o que significa a adição de mais de 1000 cabeças ao rebanho. O fiscal esclarece que a perspectiva é de crescimento para ano de 2016, contudo, fatores como os problemas climáticos podem interferir nas condições das pastagens e consequentemente no aumento ou diminuição dos rebanhos.

banho, o fiscal esclarece que a aptidão do rebanho não é declarada no registro, logo, o número total inclui o gado de corte, de leite e de cria e recria. Wilken, nesse sentido, descreve que: “no assentamento São Pedro, que possui 50% das propriedades, a aptidão é leiteira”.
Segundo ele, praticamente todas as propriedades têm como fonte de renda o leite. Contudo, essa realidade é diferente nas demais propriedades do município: “...o fluxo maior de recursos dentro do município vem da pecuária de corte”. 
Carlos Rocha tem uma propriedade na comunidade 1ª Sul e trabalha com cria e recria. A propriedade da família com 100 hectares é espaço para criação de cerca de 300 cabeças. Propriedades como a de Carlos alimentam o comércio de bezerros, geralmente vendidos a terceiros que abastecem o setor de engorda bovina e consequentemente a pecuária de corte. Esta opção de atividade econômica para pequenos criadores, no caso de Carlos, é resultado da praticidade da atividade e também herança das gerações anteriores. Apesar dessa praticidade, ele salienta que o desafio da atividade, nestes últimos anos, é a questão da pastagem: “Com a morte (súbita) do capim, muito já começaram a reforçar o pasto”. O produtor, que já reformou sua pastagem e fez opção pelos capins mombaça e zuri apresentou preocupação com o fato de, com essa situação, os produtores já estão sendo forçado a utilizar o dinheiro do gado para a manutenção das pastagens, já que exige altos investimentos.
Quanto aos desafios da atividade, os produtores têm buscado alternativas tanto para o melhoramento da genética, buscando adquirir matrizes mais eficazes (Foto 1), quanto para superação das intempéries, como é o caso da substituição de espécies de gramíneas suscetíveis a morte súbita e adoção de técnicas novas para produção de silagem e manutenção da alimentação de qualidade nos períodos de estiagem.

 

 
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