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PARANAÍTA 37 ANOS: Hidrelétrica Teles Pires – a 9ª maior do Brasil está pronta e gerando energia
Em sua implantação, mais de 5,5 mil homens trabalharam na UHE Tele Pires que só em concreto dispendeu mais de 1,1 milhão de metros cúbicos, o equivalente a 18 maracanãs. Em armações de ferro e aço foram gastos cerca de 60 mil toneladas. O que daria para erguer 8 torres Eilffel.
10:41   27 de Junho, 2016 - Fonte: Jornal Mato Grosso do Norte

Reportagem
Mato Grosso do Norte

Depois de quatro anos de plena atividade construtiva, a Usina Hidrelétrica Teles Pires passou por 2015 testando suas turbinas e iniciando provisoriamente a geração de energia. Atualmente a hidrelétrica opera com duas unidades geradoras, das cinco previstas, gerando 400 MW (megawatts) médios de energia por hora, e aguarda para o próximo mês de julho a liberação da linha de transmissão definitiva. Com as 5 máquinas funcionando essa capacidade pode chegar aos 1820 MW/h. Tudo isso se o rio também estiver cheio!
O Consórcio Matrinchã, responsável pela linha, está no aguardo da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Mato Grosso (Sema) emitir a licença de operação da rede de mais de 1000 km que vai escoar a energia gerada pela UHE Teles Pires, coletada na subestação de Paranaíta e entregue na subestação de Ribeirãozinho, na divisa dos estados de Mato Grosso e Goiás. De lá, a energia entra no sistema interligado nacional onde será distribuída para todo o Brasil. Posteriormente, essa rede escoará também a energia da hidrelétrica São Manoel e do complexo de pequenas hidrelétricas do rio Apiacás.
Eficiência energética- Constituída pelas empresas Neonergia, Eletrobras-Eletrosul, Eletrobras-Furnas e Odebrecht, a Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP), iniciou sua trajetória consagrando-se como vencedora do leilão para a construção da hidrelétrica com o menor preço já ofertado pelo megawatt hora do setor elétrico brasileiro, R$ 58,35. 
Com números expressivos que destacam a Hidrelétrica Teles Pires como uma das mais eficientes em geração de energia do país, sobretudo pelo baixo impacto ambiental provocado em sua implantação e operação, este empreendimento é atualmente a 9ª maior usina brasileira e uma das mais importantes obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal no setor energético nacional que entrou recentemente em atividade.
Em sua implantação, mais de 5,5 mil homens trabalharam na UHE Tele Pires que só em concreto dispendeu mais de 1,1 milhão de metros cúbicos, o equivalente a 18 maracanãs. Em armações de ferro e aço foram gastos cerca de 60 mil toneladas. O que daria para erguer 8 torres Eilffel.
Na parte de investimentos de reforço à infraestrutura e equipamentos sociais, a CHTP destinou R$ 130 milhões em recursos para os municípios da sua área de abrangência direta (Alta Floresta-MT, Paranaíta-MT e Jacareacanga-PA), incluindo a pavimentação da rodovia MT 208, no trecho entre Alta Floresta e Paranaíta.
Com o início da geração de energia, os municípios de Paranaíta e Jacareacanga começam também a receber as compensações financeiras desta geração em virtude da área alagada pelo reservatório da Hidrelétrica.
 De dezembro de 2015 até o mês de maio de 2016, Paranaíta já contabilizou R$ 1,1 milhão em compensação financeira paga por Teles Pires além de uma porcentagem de royalties de Itaipu (PR). Só pela geração de energia! Quanto estiver operando com sua capacidade máxima, que é de 1820 MW/h, o município pode chegar a receber mais de meio milhão de reais por mês.
Com 100% das obras concluídas, hoje trabalham na CHTP cerca de 150 funcionários entre contratados diretos e terceirizados. Todos os acordos tratados com os municípios foram cumpridos e além da geração de energia, vários programas ambientais continuam em plena atividade.
 Recentemente o Programa de Revitalização do Assentamento São Pedro, que apesar de não ser um programa ambiental da hidrelétrica, foi planejado e fomentado pela CHTP em parceria com Prefeitura de Paranaíta, Instituto Centro de Vida (ICV), Incra, Empaer, Gaia Social e aporte financeiro do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao todo, serão investidos nesse projeto R$ 8 milhões para recuperação de estradas, nascentes, regularização de terras, construção de um centro comunitário, capacitações para melhorar a produtividade local entre outros benefícios.

 
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