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Passaporte em mãos
No "Jornal Nacional", Pedro Bassan comanda série de reportagens sobre atletas olímpicos
15:31   08 de Julho, 2016

Caroline Borges

TV Press

      Pedro Bassan é um homem do mundo. Um dos principais repórteres de esporte da Globo, o jornalista atuou por seis anos como correspondente internacional na China e em Portugal. A ideia de viver viajando profissionalmente sempre rondou a cabeça de Pedro que, além de formado em Jornalismo, também conta com um diploma em Direito. "Fiz os dois cursos juntos. Quando fui para a faculdade de Direito, queria ser diplomata. Mas acabei enveredando mesmo para o Jornalismo. Via o Lucas Mendes em Nova Iorque e isso me inspirou muito", explica.

      Aos 44 anos, com cinco Copas do Mundo e mais cinco Jogos Olímpicos no currículo, Pedro estruturou boa parte de sua trajetória no esporte, como o futebol e a Fórmula I. Não à toa, às vésperas das Olimpíadas do Rio de Janeiro, o repórter foi escalado para ancorar a série "Perfis", do ''Jornal Nacional", que estreia no próximo dia 11 de julho. O projeto, que teve início na Copa do Mundo com histórias dos jogadores da Seleção Brasileira, mostra a rotina e curiosidades de 16 atletas olímpicos. "Gosto de fazer matérias longas e com maior cuidado. Posso usar recursos que o 'hard news' não permite no dia a dia. Queríamos mostrar histórias com profundidade. São histórias de superação e de esforço", ressalta.

P – A delegação brasileira contará com mais de 460 atletas nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Como foi o trabalho de seleção para chegar aos 16 perfis da série?

R – Para não cometermos injustiças, partimos sempre de dados concretos. Não foi "achismo". Buscamos atletas que já ganharam medalhas de ouro ou que, nos últimos quatro anos, tiveram resultados significativos. No ''handball'' e no vôlei masculino, por exemplo, pegamos os capitães. De forma bem natural, conseguimos equilibrar oito homens e oito mulheres.

P – A série contou com um trabalho de um ano de pesquisas. Como foi se comprometer com uma reportagem por tanto tempo?

R – Nunca tinha estado em um projeto tão longo. Na televisão, esse tipo de prazo para apuração e pesquisa é muito raro. Mas, mesmo assim, seguimos regras com afinco. Tínhamos um cronograma de trabalho muito rigoroso. Nada podia dar errado porque poderia enrolar lá na frente. Mas claro que lidamos com alguns percalços, como conciliar as agendas dos atletas ou gravar os treinos em um lugar e a história de vida em outro.

P – Você atuou por muitos anos como correspondente internacional em países como China e Portugal. Quais foram as maiores dificuldades que enfrentou durante esse período?

R – As pessoas pensam que correspondente internacional é uma vida de glamour. Mas o dia a dia de um correspondente é só perrengue ou tragédia. Uma vez ou outra, tem uma matéria sobre vinho de ''bordeaux'' (risos). Além disso, a estrutura é muito menor. Quando tem um câmera, o produtor e o repórter é um luxo. Muitas vezes, era só eu e o câmera e precisávamos carregar equipamentos pesados de um lado para o outro.

P – Durante esse tempo fora do país, algum momento em especial foi mais marcante?

R – Os dois anos na China foram muito intensos. Mas de um aprendizado incrível. Era uma cultura totalmente diferente. Além disso, fiz a cobertura do Terremoto de Sichuan e foi uma experiência muito intensa. Foram 90 mil mortos. Nunca imaginei ver cenas como aquelas. Estão marcadas até hoje na memória.

P – Além de Jornalismo, você também é formado em Direito. De que forma essa segunda formação ajudou na sua carreira?  

R – Tive olhares mais abrangentes ao longo da minha trajetória. Sempre recomendo uma outra faculdade além do Jornalismo. É um complemento essencial. Quanto mais informação e conhecimento, melhor. Direito, Ciências Sociais, História são faculdades que ajudam muito.

 

"Jornal Nacional'' – Globo – De segunda a sábado, às 20:30 h.

 
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